• Médicos de Assis apresentam estudo sobre lesão traumática de diagnóstico difícil em congresso
  • Entre a pressa e a imprudência, trânsito de Assis soma mais de 340 autuações em novo edital
  • Dinheiro novo nos cofres municipais chega nesta terça-feira com repasse de ICMS para Assis e região
Novidades e destaques Novidades e destaques

Educação • 10:09h • 02 de fevereiro de 2026

Volta às aulas de 2026 pode começar sem livros em braille para 45 mil alunos cegos

Sem editais do MEC e do FNDE, atraso ameaça o início do ano letivo de estudantes com deficiência visual na rede pública

Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da MakeBuzz Assessoria | Foto: Arquivo/Âncora1

Sem orçamento e editais, PNLD pode falhar com alunos cegos pela primeira vez
Sem orçamento e editais, PNLD pode falhar com alunos cegos pela primeira vez

Com o início do ano letivo de 2026 previsto para este mês de fevereiro na maior parte do país, a educação pública brasileira se aproxima de um cenário considerado inédito e alarmante. Mais de 45 mil alunos cegos e com baixa visão correm o risco de começar as aulas sem acesso a livros didáticos em braille. A ausência de editais publicados pelo Ministério da Educação e pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, somada a atrasos acumulados em contratos vigentes, inviabiliza a produção e a entrega do material em tempo hábil.

Segundo a ABRIDEF, pela primeira vez desde a criação do Programa Nacional do Livro e do Material Didático, o PNLD, não há cronograma oficial nem garantia orçamentária específica para a produção de livros acessíveis em braille. A situação afeta estudantes da Educação Básica, da Educação de Jovens e Adultos e do Ensino Médio em todo o país.

O problema não se limita a 2026

Em 2025, cerca de 30% das reposições previstas de livros em braille não foram entregues, deixando milhares de alunos sem material ao longo do ano. Para o próximo período letivo, o cenário é ainda mais grave. Sem edital publicado, o prazo técnico para transcrição, revisão, impressão e logística já foi ultrapassado, tornando praticamente impossível que os livros cheguem às escolas antes do início das aulas.

“O calendário escolar está definido, mas o calendário da acessibilidade foi ignorado. Sem braille, crianças cegas não conseguem acompanhar as aulas, ler, escrever ou se alfabetizar plenamente. Isso compromete todo o processo educacional”, afirma Rodrigo Rosso, presidente da ABRIDEF.

Dados oficiais indicam que o Brasil possui mais de 45 mil estudantes cegos em idade escolar. No entanto, apenas 7.321 estão identificados nos sistemas do MEC e cerca de 3.500 receberam livros em 2024. Mesmo em anos considerados regulares, mais de 90% dos alunos com deficiência visual ficam fora da política pública. Em 2026, se o cenário não for revertido, nem essa parcela reduzida será atendida.

O custo estimado para garantir livros em braille a todos os alunos cegos é de aproximadamente R$ 40 milhões. O valor representa menos de 1% do orçamento anual do PNLD, que supera R$ 5 bilhões. Para a ABRIDEF, trata-se de uma decisão política, não financeira.

Articulação institucional e mobilização

Diante da gravidade do quadro, a ABRIDEF e entidades da área de acessibilidade intensificaram a articulação institucional junto ao governo federal e ao Congresso Nacional. Ofícios e reuniões foram encaminhados aos ministérios da Educação, Planejamento e Orçamento, Fazenda, Casa Civil e Direitos Humanos, além de parlamentares ligados à pauta da inclusão.

Entre os congressistas acionados estão os senadores Flávio Arns, Mara Gabrilli, Romário, Teresa Leitão e Damares Alves, além do deputado Duarte Júnior, presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência. O objetivo é sensibilizar o governo para a recomposição do orçamento do PNLD, com recursos específicos para impressão e distribuição de materiais acessíveis em braille-tinta.

O Instituto Benjamin Constant, referência técnica nacional em acessibilidade educacional, manifestou apoio à mobilização e colocou-se à disposição para contribuir tecnicamente com a defesa da continuidade do programa. Iniciativas da sociedade civil, como o projeto Enxergando o Futuro, liderado por Daniela Reis, também participam da força-tarefa.

Para Rodrigo Rosso, os atrasos e cortes representam um retrocesso institucional. “O investimento necessário é irrisório diante do orçamento total da Educação. Suspender o braille significa economizar valores mínimos às custas da exclusão de milhares de alunos cegos. É um retrocesso moral que o país não pode aceitar”, afirma.

A ABRIDEF lembra que nem mesmo durante a pandemia de 2020 houve interrupção na produção e entrega de livros em braille-tinta. Caso a decisão atual seja mantida, 2026 poderá marcar o primeiro ano em que o Brasil não imprimirá um único livro didático em braille, deixando 45 mil estudantes invisíveis ao Estado e em desacordo com o direito constitucional à educação.

Últimas Notícias

Descrição da imagem

Ciência e Tecnologia • 18:21h • 20 de outubro de 2026

Sinais misteriosos do Universo podem surgir da colisão entre estrelas mortas, aponta estudo

Pesquisadores investigam a origem de explosões de ondas de rádio que duram milésimos de segundo e podem estar relacionadas ao encontro de estrelas de nêutrons

Descrição da imagem

Classificados • 17:11h • 20 de outubro de 2026

São Paulo vai contratar 466 guarda-vidas para reforçar segurança em praias e represas no verão

Profissionais temporários atuarão entre novembro de 2026 e março de 2027; seleção será realizada pela Polícia Militar e inscrições ainda serão divulgadas

Descrição da imagem

Economia • 16:43h • 20 de outubro de 2026

Quanto custa instalar um parquinho infantil em Assis? Prefeitura apresenta estimativa

Valor informado em resposta ao vereador Paulo Paçoca considera conjunto com duas torres e brinquedos resistentes às intempéries; custo poderá variar conforme a licitação

Descrição da imagem

Economia • 16:05h • 20 de outubro de 2026

Após rombo bilionário, Americanas encerra recuperação judicial iniciada em 2023

Justiça do Rio de Janeiro reconheceu o cumprimento das obrigações previstas no plano de recuperação; decisão ainda pode ser contestada e credores mantêm direito de cobrança

Descrição da imagem

Cidades • 15:34h • 20 de outubro de 2026

Linha de ônibus entre Assis e Londrina segue sem previsão de retorno, informa Prefeitura

Em resposta ao vereador Português, administração esclarece que a suspensão envolve disputa entre empresas e decisões da ANTT; município afirma não ter competência para determinar a volta do serviço

Descrição da imagem

Segurança Pública • 15:01h • 20 de outubro de 2026

Celulares roubados voltam às mãos das vítimas após operação que apreendeu 60 toneladas de aparelhos

Operação Frank Mobile mobilizou mais de 1,7 mil agentes e começou a devolver telefones recuperados; investigação identificou esquema de receptação, desbloqueio e revenda ilegal

Descrição da imagem

Responsabilidade Social • 14:21h • 20 de outubro de 2026

Pesquisa australiana expõe impacto do preconceito sobre a saúde mental da população LGBTQIA+

Pesquisa da Universidade Monash revela desigualdades na saúde mental e associa o cenário a fatores como discriminação, estigma, exclusão social e dificuldades de acesso ao atendimento

Descrição da imagem

Mundo • 13:50h • 20 de outubro de 2026

Bolsa Família paga nesta terça-feira quem tem NIS final 2; demais beneficiários recebem na quarta

Calendário de outubro foi antecipado e unificado em três dias; benefício médio chega a R$ 782,92 e atende 19,3 milhões de famílias em todo o Brasil

As mais lidas do mês

Política

Lula ou Flávio Bolsonaro? Veja onde consultar propostas, histórico e informações antes de votar

Programas de governo em PDF, registros do Senado, despesas federais e plataformas de checagem permitem comparar os candidatos à Presidência com informações oficiais e documentos públicos