Variedades • 17:33h • 22 de abril de 2026
Você sabe qual é a participação do Brasil no programa Artemis?
País participa com ciência e tecnologia em agricultura espacial e pesquisa lunar, que integrarão as futuras missões espaciais que têm como um dos objetivos viabilizar a presença humana na Lua
Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações do Ministério da Ciência | Foto: NASA/Frank Michaux
A missão Artemis II marca uma nova fase da exploração lunar e reposiciona a cooperação internacional no setor espacial. A iniciativa retoma o objetivo de levar humanos de volta à Lua dentro de um programa de longo prazo. O Brasil integra esse esforço desde 2021, como signatário dos Acordos Artemis por meio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). A proposta é viabilizar uma presença humana sustentável no satélite natural da Terra, além de abrir caminho para futuras missões a Marte e impulsionar tecnologias com aplicação tanto no espaço quanto no cotidiano.
O avanço da exploração espacial e da astronomia tem papel estratégico globalmente, já que sustenta serviços essenciais como GPS, previsão do tempo e sistemas de comunicação. Atualmente, 61 países participam do acordo, que estabelece diretrizes para cooperação internacional na exploração pacífica do espaço.
No Brasil, a Agência Espacial Brasileira (AEB) coordena iniciativas em parceria com instituições nacionais para garantir participação nas próximas etapas do programa. Entre os projetos em andamento estão o Space Farming, desenvolvido pela Embrapa em conjunto com a AEB, e o nanossatélite SelenITA, liderado pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) com apoio da AEB e da Finep.
A área de agricultura espacial é uma das apostas brasileiras. A iniciativa conduzida pela Embrapa busca desenvolver sistemas de produção de alimentos capazes de funcionar em condições extremas, como baixa gravidade, alta radiação e ausência de solo. As pesquisas fazem parte da rede Space Farming Brazil, que reúne instituições nacionais e internacionais para criar soluções adaptáveis tanto ao ambiente espacial quanto a cenários desafiadores na Terra.
O foco está no cultivo de espécies resistentes, como batata-doce e grão-de-bico, além do uso de tecnologias como sensores, automação e inteligência artificial para otimizar o uso de água e energia. Essas soluções também podem ser aplicadas em áreas afetadas por mudanças climáticas, como regiões com escassez hídrica ou ambientes urbanos.
Outra frente importante é o desenvolvimento do nanossatélite SelenITA, que tem como objetivo estudar o ambiente da Lua e sua interação com o espaço ao redor. O equipamento deve analisar fenômenos como o comportamento do plasma, a movimentação da poeira lunar e suas interações elétricas, além de aspectos da geologia e da estrutura interna do satélite.
Com cerca de 30 quilos, o satélite foi projetado para operar em órbita lunar e gerar dados sobre as variações entre o dia e a noite na Lua, incluindo condições que podem representar riscos para equipamentos e futuras missões tripuladas. O projeto está na fase de revisão preliminar, que avalia sua viabilidade técnica e consolida os principais sistemas.
Além da contribuição científica, a iniciativa também fortalece a formação de profissionais e o desenvolvimento tecnológico nacional, com participação de estudantes de pós-graduação no desenvolvimento de sistemas espaciais.
A participação brasileira no programa Artemis também amplia as perspectivas para o setor espacial do país, especialmente por meio da cooperação internacional, considerada essencial diante da complexidade técnica e dos custos envolvidos nessas missões.
A Artemis II foi a primeira missão tripulada do programa e teve como objetivo realizar um voo ao redor da Lua, sem pouso, para testar sistemas de navegação, comunicação e suporte à vida no espaço profundo. A missão utilizou o foguete Space Launch System (SLS) e a cápsula Orion, contando também com contribuições de parceiros internacionais, como a Agência Espacial Europeia. A operação durou cerca de dez dias e terminou com o retorno seguro da tripulação, com pouso no Oceano Pacífico, próximo à Califórnia.
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