Saúde • 08:54h • 04 de maio de 2026
Você perceberia os sinais? Tumores cerebrais infantis podem começar de forma silenciosa
Campanha Maio Cinza reforça importância de reconhecer sintomas persistentes, que podem ser confundidos com situações comuns da infância
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Digital Trix | Foto: Arquivo/Âncora1
Os tumores cerebrais estão entre os mais frequentes na infância e exigem atenção redobrada a sinais muitas vezes discretos, segundo especialistas ouvidos durante a campanha Maio Cinza. No Brasil, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima 7.560 novos casos de câncer infantojuvenil por ano entre 2026 e 2028, e os tumores do sistema nervoso central figuram entre os principais diagnósticos nessa faixa etária.
O desafio está na identificação precoce. Em muitos casos, os sintomas iniciais são inespecíficos e podem ser confundidos com situações comuns da rotina infantil, como dores de cabeça, cansaço ou mudanças de comportamento. Esse cenário pode atrasar a investigação e o início do tratamento.
Caso real
Um exemplo é o caso de Laura Beatriz, que aos 9 anos começou a apresentar perda de força nos braços após uma queda durante uma viagem em família. Mesmo com exames iniciais sem alterações, os sintomas evoluíram, incluindo dificuldades motoras e novas quedas. O diagnóstico só foi confirmado posteriormente, por meio de tomografia, que identificou um glioma de baixo grau.
De acordo com o oncopediatra Sidnei Epelman, diretor do Serviço de Oncologia Pediátrica do Santa Marcelina Saúde e presidente da TUCCA, a evolução dos sintomas é um dos principais pontos de atenção. Ele explica que não é um sinal isolado que indica o problema, mas a persistência e a progressão ao longo do tempo.
Atenção aos sinais
Entre os sinais que devem ser observados estão dor de cabeça frequente, especialmente associada a vômitos, alterações visuais, dificuldades de equilíbrio, sonolência excessiva e mudanças de comportamento. Convulsões sem febre também exigem avaliação imediata.
Em crianças menores, os indícios podem ser ainda mais sutis, como irritabilidade constante, aumento do tamanho da cabeça fora do esperado, alterações no olhar e regressão no desenvolvimento. Já em crianças maiores e adolescentes, sintomas como visão turva, perda de coordenação e cansaço persistente podem indicar alterações neurológicas.

Diagnóstico e tratamento dependem de agilidade
A confirmação dos casos é feita principalmente por exames de imagem, como ressonância magnética e tomografia. Em algumas situações, pode ser necessária biópsia para definição do tipo de tumor e direcionamento do tratamento.
As opções terapêuticas variam conforme o caso e podem incluir cirurgia, quimioterapia e radioterapia. Especialistas ressaltam que o tempo entre os primeiros sintomas e o início do tratamento pode influenciar diretamente a evolução da doença.
A recomendação é que pais, cuidadores e professores estejam atentos a mudanças fora do padrão habitual da criança, especialmente quando persistentes. A busca por avaliação médica em tempo oportuno é considerada essencial para aumentar as chances de diagnóstico correto e tratamento eficaz.
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