• Explosão na Coopermota assusta moradores e interdita entrada de Cândido Mota
  • Vocem recebe Inter de Bebedouro nesta quarta no Tonicão pela 6ª rodada do Paulista A4
  • Palmital encerra hoje inscrições para Jovem Aprendiz do Guri com salário de R$ 1.066
  • Qual é o bairro mais valorizado de Assis hoje? Mercado imobiliário aponta o líder
Novidades e destaques Novidades e destaques

Responsabilidade Social • 08:24h • 29 de novembro de 2024

Violência contra mulher negra: maioria dos casos começa na juventude

Pelo menos 53% passam pela primeira experiência antes dos 25 anos

Agência Brasil | Foto: Freepick

O levantamento considerou o recorte específico com mulheres negras, por esse grupo ser o mais vulnerável à violência no país.
O levantamento considerou o recorte específico com mulheres negras, por esse grupo ser o mais vulnerável à violência no país.

A maioria das mulheres negras no Brasil (53%) que sofreram algum tipo de violência doméstica passou pela primeira experiência de agressão ainda jovem, antes dos 25 anos de idade. Os dados são da Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher Negra feita pelo DataSenado e pela Nexus - Pesquisa e Inteligência de Dados, em parceria com o Observatório da Mulher contra a Violência.

Quando se analisa o tipo de violência doméstica sofrida por mulheres negras, 87% relatam agressões psicológicas, 78% físicas, 33% patrimoniais e 25% sexuais. Entre as que passaram por algum episódio desses nos últimos 12 anos, 18% sofreram com falsas acusações, 17% se sentiram assustadas por episódios de gritaria ou quebra de objetos, 16% foram insultadas, 16% humilhadas e 10% ameaçadas.

Os pesquisadores ouviram 13.977 brasileiras negras de 16 anos ou mais, entre 21 de agosto a 25 de setembro de 2023, em todas as unidades da Federação. Foram consideradas negras aquelas que autodeclaram ter a cor de pele preta ou parda. O nível de confiança nos resultados é indicado como de 95%.

O levantamento considerou o recorte específico com mulheres negras, por esse grupo ser o mais vulnerável à violência no país. Dados do Sistema Nacional de Segurança Pública (Sinesp) mostram que, entre as mulheres vítimas de violência sexual cujas ocorrências policiais incluíam o registro de cor/raça, 62% eram pretas ou pardas. E dados do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) indicam que entre as 3.373 mulheres assassinadas em 2022, cujas informações de raça e cor foram registradas, 67% eram negras (2.276).

Outros dados

A Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher Negra também considerou o tipo de acolhimento buscado pelas vítimas. Segundo o levantamento, 60% das mulheres pretas e pardas agredidas recorreram à família, 45% buscaram acolhimento na igreja, 41% pediram ajuda a amigos, 32% buscaram atendimento em uma delegacia comum e 23% foram até a Delegacia da Mulher.

Chamam atenção os números de quem recorre à polícia. Embora 55% das mulheres negras vítimas de violência busquem essa ajuda, apenas 28% solicitam proteção. Em 48% dos casos em que há essa solicitação, a medida protetiva é descumprida pelo agressor.

A analista Milene Tomoike, do Observatório da Mulher Contra a Violência, diz que os números revelam uma dinâmica de silenciamento das vítimas e uma dificuldade de ruptura do ciclo de violência.

“Esses dados reforçam a importância de iniciativas preventivas e de proteção ampliada. Embora muitas vítimas busquem apoio em suas redes sociais, como família e amigos, é fundamental fortalecer políticas públicas e ampliar o acesso a serviços especializados, garantindo acolhimento, segurança e caminhos reais para reconstrução”, afirma Milene.

Últimas Notícias

Descrição da imagem

Gastronomia & Turismo • 16:08h • 22 de fevereiro de 2026

Cachoeiras cristalinas e casarões seculares no Cerrado goiano

Pirenópolis combina banhos refrescantes em águas cor de esmeralda, charme colonial e uma gastronomia afetiva para a temporada de verão

Descrição da imagem

Saúde • 15:49h • 22 de fevereiro de 2026

Parkinson vai além do tremor e exige olhar ampliado para sintomas não motores

Especialista da Unicamp alerta para sintomas não motores, impacto emocional e falhas no acesso ao tratamento

Descrição da imagem

Educação • 15:11h • 22 de fevereiro de 2026

Governo federal lança portal com cursos gratuitos de empreendedorismo

Plataforma oferece capacitações online e presenciais para apoiar geração de renda, especialmente entre pessoas em situação de vulnerabilidade social

Descrição da imagem

Saúde • 14:55h • 22 de fevereiro de 2026

Depois da festa, casos de gripe tendem a aumentar no país

Aglomerações, noites mal dormidas e álcool favorecem transmissão de vírus e elevam procura por atendimento após a folia

Descrição da imagem

Mundo • 14:15h • 22 de fevereiro de 2026

Tarcísio sanciona cinco novas leis em São Paulo, incluindo recarga para carros elétricos em condomínios

Pacote também cria selo para empresas que apoiam cuidados familiares e política estadual de direitos da pessoa com câncer

Descrição da imagem

Variedades • 13:33h • 22 de fevereiro de 2026

Dor lombar atinge mais mulheres e expõe sobrecarga física e emocional

Entenda por que rotina intensa, fatores hormonais e carga mental aumentam risco de dor crônica

Descrição da imagem

Cidades • 13:30h • 22 de fevereiro de 2026

Explosão na Coopermota assusta moradores e interdita entrada de Cândido Mota

Incêndio registrado na manhã deste domingo interditou região na entrada da cidade; até o momento não há confirmação oficial de feridos

Descrição da imagem

Educação • 13:03h • 22 de fevereiro de 2026

Inscrições para Pé-de-Meia Licenciaturas 2026 já começaram

Programa do Ministério da Educação oferece até 12 mil bolsas mensais de R$ 1.050 para estudantes de cursos de formação de professores

As mais lidas

Ciência e Tecnologia

Paralisação completa do 3I/Atlas intriga cientistas e realinhamento aponta para novo comportamento

Registros confirmados por observatórios independentes em três continentes mostram desaceleração em microetapas, parada total e ajuste direcional incomum, ampliando questionamentos sobre a natureza do visitante interestelar