Saúde • 14:15h • 16 de setembro de 2026
Vacina contra HPV passa a ser recomendada a partir dos 2 anos para vítimas de violência sexual
Ampliação contempla meninos e meninas após avaliação profissional e não substitui a vacinação de rotina prevista para crianças de 2 a 8 anos
Da Redação | Com informações da CFF | Foto: Divulgação
O Ministério da Saúde ampliou a recomendação de vacinação contra o HPV para incluir crianças a partir dos 2 anos vítimas de violência sexual. Meninos e meninas poderão receber uma dose da vacina quadrivalente após avaliação do serviço de saúde ou do profissional responsável pelo atendimento. Anteriormente, a recomendação específica contemplava pessoas de 9 a 45 anos.
A mudança foi divulgada pelo Conselho Federal de Farmácia na última segunda-feira, 14 de setembro. Segundo dados do Atlas da Violência 2026 citados pelo Ministério, as notificações de violência sexual envolvendo crianças de 0 a 4 anos passaram de 1.671, em 2014, para 7.845, em 2024, mais de quatro vezes o total registrado dez anos antes.
A vacina não trata uma eventual infecção adquirida durante a violência nem elimina o HPV já presente no organismo. Seu objetivo é proteger contra tipos do vírus aos quais a criança ainda não tenha sido exposta e reduzir o risco de infecções futuras. Por isso, a aplicação não deve ser confundida com uma medida capaz de impedir uma infecção decorrente da exposição já ocorrida.
Dose não substitui vacinação de rotina
Para crianças de 2 a 8 anos, a dose recebida nessa situação não substitui a vacinação prevista no calendário regular. Ao atingir a faixa etária correspondente, elas deverão seguir as recomendações do Programa Nacional de Imunizações.
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