Saúde • 08:26h • 29 de maio de 2026
Vacina contra febre amarela agora protege por toda a vida, mas há uma exceção importante
Ministério da Saúde eliminou necessidade de reforço a cada 10 anos, mas pessoas imunizadas com dose fracionada em 2018 precisam atualizar vacinação
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da CW Assessoria | Foto: Arquivo/Âncora1
Com a aproximação de férias, viagens para áreas rurais e aumento da circulação em regiões de mata, autoridades de saúde voltaram a reforçar um alerta importante: a vacinação continua sendo a principal proteção contra a febre amarela, doença que pode evoluir rapidamente e apresentar alto risco de morte em casos graves.
Atualmente, a recomendação do Ministério da Saúde estabelece que apenas uma dose padrão da vacina é suficiente para garantir imunização ao longo de toda a vida, substituindo a antiga orientação que previa reforço vacinal a cada dez anos. A recomendação vale tanto para moradores de áreas de risco quanto para pessoas que pretendem viajar para regiões com circulação do vírus, incluindo destinos de ecoturismo, turismo rural e cidades próximas a áreas de mata.
Especialistas alertam, no entanto, que existe uma exceção importante: pessoas que receberam a chamada dose fracionada durante campanhas emergenciais realizadas em 2018 devem procurar atualização vacinal.
Segundo estimativas das autoridades sanitárias, a dose fracionada oferece proteção temporária, com duração aproximada de oito anos. Após esse período, é recomendada a aplicação da dose padrão para garantir imunização prolongada.
São Paulo registra mortes por febre amarela em 2026
O alerta ganhou força após a confirmação de novos casos no estado de São Paulo. Até 23 de abril de 2026, o estado registrou seis casos de febre amarela silvestre em humanos, com três mortes confirmadas.
Os casos ocorreram principalmente em municípios do Vale do Paraíba, como Lagoinha e Cunha, além da região de Sorocaba, incluindo Araçariguama. Segundo dados divulgados pelas autoridades sanitárias, todas as pessoas infectadas não possuíam histórico de vacinação contra a doença.
O perfil predominante dos casos envolve homens expostos a áreas rurais e ambientes silvestres, cenário que reforça a importância da imunização preventiva antes do contato com regiões de risco.
Vacina continua sendo principal forma de prevenção
A febre amarela é transmitida por mosquitos infectados e não possui transmissão direta entre pessoas. Apesar disso, especialistas alertam que a presença de vetores tanto em áreas rurais quanto urbanas mantém a preocupação das autoridades de saúde em relação ao risco de circulação da doença.
Segundo a infectologista pediátrica do Sabin Diagnóstico e Saúde, dra. Sylvia Freire, a vacinação continua sendo a estratégia mais eficiente de proteção coletiva. “A doença é transmitida por mosquitos e não há registro de transmissão direta entre humanos. No entanto, a presença de vetores tanto em áreas rurais quanto urbanas reforça a importância da vacinação como principal forma de prevenção”, explica.
A vacina é indicada para pessoas entre 9 meses e 59 anos que ainda não tenham sido imunizadas. Especialistas também reforçam que ampliar a cobertura vacinal é fundamental para evitar a reurbanização da doença, cenário considerado um dos principais riscos epidemiológicos relacionados à febre amarela no país.
Doença é menos frequente, mas pode ser grave
Embora esteja entre as arboviroses monitoradas no Brasil, a febre amarela registra número de casos menor do que doenças como dengue, chikungunya e zika. Ainda assim, médicos alertam que o quadro pode evoluir rapidamente em pacientes não vacinados, especialmente nas formas graves da doença.
Entre os sintomas estão febre alta, dores no corpo, calafrios, náuseas, vômitos e fadiga intensa. Em situações mais severas, podem surgir hemorragias, insuficiência hepática e comprometimento de múltiplos órgãos. Por isso, autoridades reforçam que a vacinação preventiva continua sendo a forma mais segura e eficaz de proteção.
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