Educação • 08:35h • 14 de fevereiro de 2026
Unesp detalha criação do curso inedito de língua e cultura chinesas em Assis
Graduação inédita na América Latina nasce de demanda regional e terá 40 vagas no Vestibular Unesp Meio de Ano 2026
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Unesp | Foto: Fabio Mazzitelli/ACI Unesp
A criação do curso de língua e cultura chinesas no câmpus de Assis da Unesp, aprovada pelo Conselho Universitário em 10 de fevereiro, foi estruturada a partir de uma demanda regional e do cenário global de fortalecimento das relações entre Brasil e China. A graduação, inédita no país e no formato proposto também na América Latina, oferecerá 40 vagas no Vestibular Unesp Meio de Ano 2026, com ingresso da primeira turma previsto para agosto.
Após a divulgação da abertura do curso, a direção da Faculdade de Ciências e Letras, FCL, de Assis detalhou os fundamentos da proposta. Segundo a diretora Renata Giassi Udulutsch, a iniciativa foi pensada para atender a uma necessidade concreta da região e acompanhar o papel estratégico da China na economia e na ciência em escala internacional.
A diretora explica que, no formato aprovado, trata-se do primeiro curso desse tipo na América Latina. Existem formações semelhantes nos Estados Unidos e na Inglaterra, denominadas Estudos Chineses, que serviram de referência. No caso da Unesp, a proposta une o estudo da língua chinesa a conteúdos de cultura, política, filosofia, economia e comércio exterior, com ênfase nas relações Brasil China.
O curso prevê, ainda, a possibilidade de parte da formação ocorrer na Universidade de Hubei, na China, com oportunidade de duplo diploma e ênfase em relações comerciais internacionais. A China é atualmente o principal parceiro comercial do Brasil, com movimentação estimada em US$ 171 bilhões em 2025, o que reforça o contexto econômico que sustenta a proposta acadêmica.
De acordo com a diretora, a graduação foi concebida para oferecer formação ampla. Ela afirma que o estudante formado terá um leque de oportunidades, podendo atuar na área de tradução e estudos de língua e literatura chinesa ou em relações comerciais internacionais. Também há perspectiva de atuação em relações internacionais e em empresas com vínculos comerciais com o país asiático.
Outro ponto destacado é a interface com a região de Assis e o oeste paulista. A FCL recebeu cartas de apoio de entidades locais que identificaram potencial na formação de profissionais capazes de estabelecer pontes comerciais com a China. O consórcio intermunicipal do Vale do Paranapanema, que reúne 49 municípios, participou de reuniões com o câmpus, assim como prefeituras, indústrias e sindicatos regionais.
Segundo a diretora, o curso foi estruturado como graduação presencial e ofertado no período noturno para permitir o acesso de pessoas que já estão inseridas no mercado de trabalho e buscam formação específica na área. A proposta, conforme a gestão da unidade, atende a uma demanda regional e amplia a inserção do câmpus de Assis em um cenário acadêmico e econômico internacional.
Com a aprovação formal e a inclusão das vagas no próximo vestibular de meio de ano, a expectativa é consolidar em Assis um polo de formação voltado ao estudo da China, alinhando ensino, mercado e relações internacionais.
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