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Saúde • 11:20h • 14 de novembro de 2025

“Uma Só Saúde”: conceito que une pessoas, animais e meio ambiente ganha força no Brasil

Reconhecida pela OMS e pelo Ministério da Saúde, a abordagem “Uma Só Saúde” integra a saúde humana, animal e ambiental. No Brasil, ela orienta políticas públicas e pesquisas do Instituto Butantan para prevenir doenças e proteger o planeta

Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações do Butantan | Foto: Comunicação Butantan

A ideia de “Uma Só Saúde” ganhou força a partir dos anos 2000, quando pesquisadores e organizações internacionais começaram a discutir estratégias conjuntas para enfrentar doenças emergentes e reemergentes. O conceito parte de um princípio simples: não existe saúde humana sem a saúde dos animais e do meio ambiente.
A ideia de “Uma Só Saúde” ganhou força a partir dos anos 2000, quando pesquisadores e organizações internacionais começaram a discutir estratégias conjuntas para enfrentar doenças emergentes e reemergentes. O conceito parte de um princípio simples: não existe saúde humana sem a saúde dos animais e do meio ambiente.

Você sabia que a maioria das doenças infecciosas recentes tem origem em animais? Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 60% das doenças humanas vêm de infecções transmitidas por animais, e 75% das doenças emergentes também surgem dessa relação.

Esse cenário deu origem ao conceito de “Uma Só Saúde” ou “Saúde Única”, que reconhece a ligação direta entre a saúde das pessoas, dos animais e do meio ambiente. A proposta, apoiada por entidades como a OMS, a Organização Mundial da Saúde Animal (WOAH) e a FAO, ganhou destaque mundial após a pandemia de Covid-19, que evidenciou a importância de compreender essas conexões.

No Brasil, o conceito foi incorporado oficialmente por meio do Comitê Nacional de Uma Só Saúde, criado em 2024, com o objetivo de planejar ações conjuntas de prevenção e controle de ameaças à saúde. O tema também está no centro das pesquisas do Instituto Butantan, que dedica parte de seus estudos à conservação de animais e ao desenvolvimento de vacinas contra doenças transmitidas por mosquitos, como dengue e chikungunya.

“Nosso trabalho tem uma frente muito grande na área de saúde única, tanto na conservação de espécies em risco quanto nas pesquisas com venenos que têm impacto na saúde pública”, explica a médica-veterinária Cristiane Schilbach Pizzutto, do Laboratório de Ecologia e Evolução do Butantan.

A origem do conceito remonta aos anos 2000, quando pesquisadores passaram a discutir formas integradas de combater doenças emergentes. A OMS alerta que fatores como desmatamento, tráfico de animais silvestres e mudanças climáticas aumentam o risco de novos surtos.

Cristiane lembra que o desequilíbrio ambiental nas cidades brasileiras é um exemplo concreto: “As capivaras que vivem nas marginais e parques urbanos estão expostas a poluição e carrapatos transmissores da febre maculosa. Esse risco é resultado direto da destruição dos habitats naturais”.

No cenário global, a iniciativa Uma Só Saúde é coordenada pela OMS, WOAH, FAO e PNUMA. Desde 2021, o Painel de Especialistas de Alto Nível em Uma Só Saúde (OHHLEP) orienta governos e instituições com base científica para antecipar riscos e proteger ecossistemas.

No Brasil, o Ministério da Saúde tem adotado essa abordagem em ações de vigilância de zoonoses, segurança alimentar, combate à resistência antimicrobiana e proteção da biodiversidade.

“A construção dessa visão integrada é essencial para que as pesquisas se transformem em ações efetivas e sustentáveis”, conclui Cristiane Pizzutto.

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