Saúde • 14:38h • 25 de abril de 2026
Um remédio comum pode estar ajudando a frear o avanço do câncer
Pesquisas apontam que medicamento comum pode reduzir risco de tumores e dificultar metástases
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Digital Trix | Foto: Arquivo/Âncora1
Um remédio presente há décadas nas farmácias e no dia a dia das pessoas começa a ganhar um novo significado na medicina. A aspirina, tradicionalmente usada para dor e prevenção cardiovascular, tem sido cada vez mais estudada por seu potencial papel no combate ao câncer, especialmente na redução da progressão da doença.
A relação entre o medicamento e a oncologia vem sendo observada desde os anos 1970, mas ganhou força nos últimos anos com estudos mais robustos. Pesquisas indicam que o uso contínuo pode reduzir o risco de desenvolvimento de alguns tipos de tumor e até dificultar a disseminação de células cancerígenas pelo organismo.
Um dos principais avanços foi observado em pacientes com síndrome de Lynch, condição genética associada ao câncer colorretal. Em estudo clínico com acompanhamento de dez anos, o uso diário de aspirina reduziu em cerca de 50% o risco de desenvolvimento da doença nesse grupo. Novas análises sugerem que doses menores também podem trazer benefícios semelhantes, com menor risco de efeitos colaterais.
Como a aspirina pode agir contra o câncer
Um dos pontos mais recentes dessa investigação envolve o sistema imunológico. Estudo publicado em 2025 na revista Nature apontou que a aspirina pode atuar diretamente na resposta do organismo contra células tumorais.
Segundo a oncologista Tatiane Montella, o medicamento interfere na produção do tromboxano A2, substância ligada à coagulação sanguínea. Esse bloqueio pode favorecer a ação das células T, responsáveis pela defesa do corpo, ajudando a combater a disseminação do câncer.
A descoberta é relevante porque a metástase ainda é um dos maiores desafios no tratamento oncológico. Mesmo após intervenções consideradas curativas, como cirurgia, existe o risco de a doença se espalhar ao longo do tempo.
Avanços importantes, mas com cautela
Apesar dos resultados promissores, o uso da aspirina no tratamento ou prevenção do câncer ainda não é uma recomendação geral. Os benefícios mais consistentes foram observados em grupos específicos e em contextos bem definidos.
Pesquisadores ainda buscam respostas sobre quais tipos de câncer podem se beneficiar, quais doses são mais seguras e quais pacientes realmente apresentam vantagem com o uso do medicamento.
Além disso, a aspirina não é isenta de riscos. Entre os efeitos colaterais mais relevantes estão sangramentos, especialmente no trato gastrointestinal, que podem ser graves. Por isso, especialistas reforçam que o uso deve sempre ser orientado por um médico.
Entre promessa e realidade
Com novas pesquisas em andamento, a aspirina pode se consolidar como uma ferramenta complementar na oncologia. Ainda assim, o momento é de cautela e investigação.
O que começa a se desenhar é um cenário em que um medicamento simples e acessível pode ganhar espaço em estratégias mais complexas de tratamento, desde que respaldado por evidência científica e acompanhamento adequado.
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