Gastronomia & Turismo • 17:24h • 07 de setembro de 2026
Turismo religioso movimenta R$ 15 bilhões e pode abrir oportunidades para cidades do interior
Segmento reúne 17,7 milhões de viajantes no Brasil e pode transformar festas tradicionais, igrejas e patrimônios religiosos em motores para comércio, hospedagem e serviços locais
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | via Assessoria | Foto: Divulgação
O turismo religioso movimenta cerca de R$ 15 bilhões por ano no Brasil e reúne 17,7 milhões de viajantes, segundo dados do Ministério do Turismo citados pela Secretaria de Turismo e Viagens do Estado de São Paulo. Além dos grandes destinos de peregrinação, o segmento abre espaço para cidades do interior aproveitarem festas tradicionais e patrimônios religiosos para estimular restaurantes, hotéis, comércio, transporte e outros serviços.
São Paulo ajuda a dimensionar a força desse mercado. Somente o Santuário Nacional de Aparecida recebeu mais de 10 milhões de visitantes em 2025, enquanto o Estado vem ampliando roteiros ligados a diferentes tradições religiosas.
Ex-secretário de Turismo e Viagens de São Paulo, Roberto de Lucena avalia que municípios menores podem transformar celebrações que já fazem parte de sua identidade em produtos turísticos permanentes, associando os eventos a outros atrativos da cidade e da região.
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Desafio é fazer o visitante permanecer na cidade
A estratégia passa por ampliar a experiência para além da missa, procissão ou festa que motivou a viagem. Quanto maior a permanência do visitante, maior a possibilidade de movimentar alimentação, hospedagem, compras, transporte e serviços locais.
Laranjal Paulista é um dos municípios que começaram a discutir esse potencial. A cidade realizou o 1º Fórum de Turismo Religioso e mantém tradições como a Festa de São João Batista, que podem ser integradas a uma estratégia mais ampla de atração e permanência de visitantes.
Durante sua passagem pela Secretaria de Turismo, Lucena participou de iniciativas para segmentar o turismo de fé em São Paulo, envolvendo tradições católicas, evangélicas, judaicas, halal e religiões de matrizes africanas e indígenas. O Estado também ampliou o Guia Turístico Católico, cuja primeira edição já reunia mais de 300 atrativos.
Para cidades que não possuem grandes estruturas turísticas, festas religiosas, igrejas, santuários e patrimônios históricos podem funcionar como pontos de partida para criar roteiros e integrar pequenos negócios à circulação de visitantes.
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