Gastronomia & Turismo • 17:29h • 07 de novembro de 2026
Turismo brasileiro supera 2,4 milhões de empregos formais e registra crescimento em todos os estados
Setor ganhou mais de 214 mil trabalhadores com carteira assinada em três anos, com crescimento registrado nas cinco regiões brasileiras
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações do MTur | Foto: Divulgação
O turismo brasileiro alcançou 2,44 milhões de trabalhadores com carteira assinada em setembro de 2026, o maior resultado para o mês desde 2023. Segundo levantamento do Ministério do Turismo, elaborado com dados da RAIS e do Novo Caged, o setor registrou crescimento de 9,7% nos últimos três anos, equivalente a 214.475 vínculos formais adicionais.
Na comparação com setembro de 2025, foram contabilizados 57.507 trabalhadores a mais, avanço de 2,4%. O resultado marca o quarto setembro consecutivo de crescimento do emprego formal nas atividades turísticas, que incluem hospedagem, alimentação, transportes e agências de viagens.
Somente em setembro deste ano, o setor registrou 137.687 contratações e 127.326 desligamentos, com saldo positivo de 10.361 vagas. Entre janeiro e setembro, foram realizadas mais de 1,25 milhão de admissões, volume 1,1% superior ao registrado no mesmo período de 2025.
Crescimento chega a todos os estados brasileiros
A expansão do emprego formal no turismo foi registrada nas 27 unidades da Federação entre setembro de 2023 e setembro de 2026. As regiões Norte e Nordeste apresentaram os maiores avanços proporcionais, com altas de 16,7% e 15,2%, respectivamente, acima da média nacional de 9,7%.
No Sudeste, o crescimento regional foi de 8,6%. O Rio de Janeiro passou de 254.991 para 281.651 empregos formais, aumento de 10,5%. Minas Gerais chegou a 243.870 vínculos, avanço de 7,8%, enquanto o Espírito Santo registrou 42.822 trabalhadores, crescimento de 10%.
Entre os destaques nacionais estão Amapá, com expansão de 39,3%, Acre, com 31,2%, e Sergipe, com 22,8%, demonstrando que o avanço também alcançou estados com mercados turísticos menores.
Para o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, os resultados refletem a importância econômica da atividade na geração de renda e oportunidades de trabalho, especialmente em hotéis, restaurantes, transportes e pequenos negócios ligados ao atendimento de visitantes.
O levantamento considera exclusivamente vínculos formais de trabalho e não inclui profissionais autônomos ou trabalhadores informais que também atuam no setor turístico.
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