Saúde • 16:01h • 20 de janeiro de 2026
Tremor na pálpebra pode ser o primeiro alerta de sobrecarga mental
Sintoma comum e pouco conhecido surge como sinal físico de sobrecarga emocional; oftalmologista explica quando observar, como prevenir e quando procurar ajuda
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Grupo DP Assessoria | Foto: Arquivo/Âncora1
Janeiro é marcado pela campanha Janeiro Branco, que chama atenção para a saúde mental, e um sintoma discreto, porém frequente, ajuda a ilustrar essa conexão entre mente e corpo. A mioquimia palpebral, caracterizada pelo tremor involuntário nas pálpebras, é considerada um sinal físico associado ao estresse e à sobrecarga emocional, funcionando como um alerta precoce do organismo.
Segundo a médica oftalmologista Jacqueline Ladeia, do Hospital de Olhos Oftalmos, a condição costuma ser um dos primeiros indícios de que o corpo está lidando com níveis elevados de ansiedade ou esgotamento. O sintoma ocorre por contrações repetitivas e involuntárias do músculo orbicular, responsável pelo fechamento das pálpebras.
Na maioria dos casos, a mioquimia é benigna e transitória, mas está diretamente ligada a hábitos de vida. Fatores como cansaço excessivo, privação de sono, consumo elevado de cafeína ou álcool e uso de outras substâncias estimulantes aumentam a excitabilidade dos músculos e dos nervos. A fadiga ocular, comum em pessoas que passam longos períodos em frente a telas, também aparece como um fator desencadeante frequente.
A especialista explica que o tremor costuma durar alguns dias ou semanas e tende a desaparecer com ajustes simples na rotina. No entanto, atenção é necessária quando o quadro se prolonga ou se intensifica. Caso o tremor se estenda para outras áreas do rosto, como bochecha ou boca, pode indicar espasmo hemifacial, exigindo avaliação médica. Sintomas associados, como dor, vermelhidão, inchaço, secreção ocular, queda da pálpebra ou qualquer alteração visual, também demandam atendimento especializado.
Outro ponto de alerta é quando o tremor impede a abertura dos olhos, condição conhecida como blefaroespasmo. Nesses casos, o tratamento indicado pode envolver a aplicação de toxina botulínica nos músculos palpebrais, procedimento realizado pelo oftalmologista e considerado seguro e eficaz para o controle dos espasmos e a recuperação da qualidade de vida.
Ajustes simples ajudam a prevenir
De acordo com a oftalmologista, a principal forma de prevenção ou redução da mioquimia está relacionada ao cuidado com o estilo de vida. O controle do estresse por meio de práticas de relaxamento, como meditação ou mindfulness, a adoção da higiene do sono, com horários regulares e descanso adequado, e a moderação no consumo de estimulantes são medidas fundamentais. Hidratação adequada, alimentação equilibrada e pausas durante o uso de telas também contribuem para a saúde ocular.
Em alguns casos, a lubrificação dos olhos pode ser recomendada após avaliação clínica. Para a especialista, o sintoma deve ser interpretado como um sinal de atenção. O corpo envia avisos antes de quadros mais graves, e reconhecer esses sinais ajuda a prevenir problemas maiores.
Ao associar saúde mental e saúde visual, a mioquimia palpebral reforça a importância de observar manifestações físicas aparentemente simples. Ouvir o corpo, ajustar hábitos e buscar orientação médica quando necessário são passos essenciais para manter o equilíbrio ao longo do ano.
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