Mundo • 16:18h • 05 de novembro de 2026
Todas as 12,3 mil favelas do Brasil passam a ter CEP e 16 milhões de moradores são beneficiados
Programa federal conclui primeira etapa de identificação postal das comunidades e agora avança para cadastrar individualmente ruas, vielas e becos
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações do MCom | Foto: Divulgação
Todas as 12.348 favelas e comunidades urbanas mapeadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) passaram a contar com pelo menos um Código de Endereçamento Postal (CEP). O resultado, destacado pelo Governo Federal na quarta-feira, 4 de novembro de 2026, Dia da Favela, representa um avanço no reconhecimento postal de territórios onde vivem aproximadamente 16,3 milhões de brasileiros. A iniciativa faz parte do programa CEP para Todos, desenvolvido pelo Ministério das Comunicações em parceria com o Ministério das Cidades e os Correios.
A medida busca enfrentar uma dificuldade histórica de moradores dessas comunidades: a ausência de endereços oficialmente reconhecidos, que pode impedir ou dificultar cadastros em serviços públicos e privados, compras pela internet, recebimento de encomendas e acesso a serviços financeiros.
Com a conclusão da primeira etapa, 100% das comunidades identificadas pelo IBGE possuem um CEP geral. Isso, porém, não significa que todas as ruas e residências já tenham códigos individualizados ou que as entregas domiciliares estejam disponíveis em todos os locais.
Nova etapa vai identificar ruas, vielas e becos
O programa avança agora para o cadastramento individualizado dos logradouros, permitindo que ruas, vielas e becos recebam códigos postais próprios. A proposta é tornar a localização dos imóveis mais precisa e facilitar a prestação de serviços, especialmente em áreas onde o endereçamento ainda é limitado.
A identificação também pode contribuir para o planejamento de políticas públicas, ao permitir que órgãos governamentais reconheçam melhor a distribuição das comunidades e as necessidades de seus moradores.
A iniciativa integra o programa Periferia Viva, do Ministério das Cidades, e inclui ações para ampliar a presença dos Correios nesses territórios.
Correios ampliam atendimento nas comunidades
Além da criação dos códigos postais, o projeto prevê a instalação de canais de atendimento, como Correios Essencial e Pontos de Coleta, dentro das comunidades ou em suas proximidades.
Segundo o Ministério das Comunicações, essa frente já alcançou 48 dos 58 territórios indicados pelo Ministério das Cidades, o equivalente a 82,8% da meta estabelecida.
O próximo desafio será transformar o reconhecimento postal em melhorias efetivas no acesso aos serviços, com a ampliação do atendimento e a identificação detalhada dos endereços.
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