Esporte • 16:10h • 31 de agosto de 2026
Tênis de corrida tem vida útil: veja os sinais de que chegou a hora de trocar o seu
Conforto, terreno, tipo de pisada e desgaste estão entre os fatores que devem ser observados; referência de troca fica entre 500 e 800 quilômetros de uso
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Textual Comunicação | Foto: Arquivo/Âncora1
A corrida ganhou espaço entre os brasileiros e, junto com o aumento de praticantes, surgem dúvidas sobre um dos equipamentos mais importantes da modalidade: o tênis. Dados do Panorama Setorial Fitness Brasil mostram que corrida e caminhada representaram 28% das atividades físicas praticadas no país em 2025, superando a musculação, com 26%. O segmento cresceu 9% em relação ao ano anterior.
Para quem corre, a escolha não deveria se limitar à marca, preço ou aparência. Segundo Thiago Arruda, professor de Educação Física do IBMR, a cada passada o corpo pode absorver um impacto equivalente a duas ou três vezes o próprio peso corporal, o que torna as características do calçado relevantes para lidar com as forças geradas durante o exercício.
O primeiro critério é conforto. O tênis deve se ajustar desde o primeiro uso, sem apertar ou criar pontos de atrito. Também devem ser considerados o terreno onde os treinos serão realizados, o tipo de pisada e o drop, diferença de altura entre o calcanhar e a parte dianteira do pé. Drops mais altos, segundo o especialista, reduzem a exigência sobre a panturrilha e o tendão do calcâneo.
Seu tênis pode estar gasto mesmo parecendo inteiro
Outro cuidado está no tamanho. Como os pés podem inchar durante a atividade física, Arruda explica que pode ser interessante utilizar um tênis de meio a um número maior que o calçado usado normalmente no dia a dia.
Com o passar dos quilômetros, porém, não é apenas a aparência externa que muda. A capacidade de amortecimento pode diminuir mesmo quando o tênis ainda parece conservado. Como referência, a substituição costuma ocorrer entre 500 e 800 quilômetros, embora peso do corredor, características da espuma e modelo interfiram na durabilidade.
“Mais importante do que o hodômetro é observar os sinais do corpo e do material: se a sola estiver com desgaste torto, o calcanhar mole ou se você começar a sentir dores articulares incomuns em treinos de rotina, a vida útil acabou”, explica o professor.
Dois pares podem ser úteis para quem corre com frequência
Quem treina várias vezes durante a semana também pode considerar o revezamento entre dois pares. A alternância permite que a espuma tenha tempo para descompactar e, segundo Arruda, ainda oferece estímulos diferentes ao sistema neuromuscular.
O especialista ressalta que um tênis inadequado não é, isoladamente, responsável por provocar lesões, mas pode aumentar o risco quando não atende às exigências mecânicas da corrida ou leva o corpo a realizar compensações.
Entre os problemas associados à prática estão fascite plantar, canelite, tendinopatia do calcâneo, síndrome da dor patelofemoral e microfraturas por estresse. Por isso, além de acompanhar o desgaste do tênis, dores ou desconfortos incomuns que começam a aparecer em treinos habituais também merecem atenção.
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