Responsabilidade Social • 17:28h • 25 de janeiro de 2026
Teste rápido amplia segurança no diagnóstico da babesiose canina no Brasil
Solução nacional permite identificação ágil de anticorpos contra Babesia vogeli e apoia decisões clínicas em atendimentos de rotina e emergência
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Assessoria | Foto: Arquivo/Âncora1
A babesiose canina segue como um dos principais desafios do manejo veterinário em regiões endêmicas do Brasil. Transmitida principalmente pelo carrapato marrom, a doença é causada, no país, sobretudo pela Babesia vogeli e compromete os glóbulos vermelhos dos animais, podendo evoluir rapidamente para quadros graves. Anemia intensa, icterícia, hemoglobinúria, febre, letargia e disfunções renais, hepáticas ou neurológicas estão entre as manifestações clínicas mais frequentes, o que torna o diagnóstico precoce um fator decisivo para o prognóstico.
Nesse contexto, o lançamento do Babesia IgG Vet Fast, primeiro teste rápido nacional voltado à detecção de anticorpos IgG contra Babesia vogeli, representa um avanço no apoio ao diagnóstico clínico da babesiose canina. A possibilidade de confirmar a suspeita em poucos minutos permite ao médico-veterinário iniciar o tratamento de forma mais rápida, reduzindo o risco de complicações e aumentando as chances de recuperação, especialmente em filhotes, animais imunossuprimidos ou com suspeita de coinfecções.
O teste utiliza metodologia imunocromatográfica de fluxo lateral, em formato de cassete, e não exige equipamentos laboratoriais ou infraestrutura especializada. Essa característica favorece o uso tanto em consultórios quanto em atendimentos de campo ou situações de emergência, funcionando como ferramenta de triagem prática quando comparada a métodos tradicionais, como PCR, esfregaço sanguíneo ou ELISA, que dependem de laboratório, equipe técnica e maior tempo de processamento.
Outro diferencial do Babesia IgG Vet Fast é a detecção de anticorpos IgG, o que amplia a janela diagnóstica. Isso permite identificar exposições mesmo quando a parasitemia está baixa ou quando o parasita já não é detectável na circulação sanguínea, situação comum em infecções crônicas ou em fases mais tardias da doença.
Por se tratar de um desenvolvimento nacional, o teste foi validado com painéis de amostras representativas das cepas de Babesia vogeli que circulam no Brasil. Essa adequação ao cenário epidemiológico local tende a favorecer sensibilidade e especificidade em diferentes regiões endêmicas, reduzindo o risco de resultados falso-negativos e ampliando a confiabilidade do diagnóstico. A produção no país também facilita o monitoramento contínuo do desempenho do teste e eventuais ajustes conforme novos dados de campo sejam obtidos.
O exame pode ser realizado a partir de sangue total com anticoagulante, soro ou plasma, preferencialmente frescos, com possibilidade de armazenamento refrigerado por curto período. Apesar da ampla janela imunológica, especialistas alertam que resultados negativos não descartam completamente a doença em animais com forte suspeita clínica, como presença de febre, mucosas pálidas, icterícia, trombocitopenia e histórico recente de infestação por carrapatos. Nessas situações, é recomendada a repetição do teste após alguns dias ou a complementação da investigação com métodos laboratoriais, como PCR, esfregaço sanguíneo avaliado por profissional experiente e exames hematológicos completos.
Ao ampliar o acesso a um diagnóstico mais rápido e alinhado à realidade epidemiológica brasileira, a nova ferramenta contribui para decisões clínicas mais seguras, favorece o manejo adequado da babesiose e reforça a importância da prevenção e do controle de ectoparasitas na rotina veterinária.
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