Gastronomia & Turismo • 15:38h • 01 de janeiro de 2026
Tempo junto importa: férias escolares transformam a cozinha em espaço de conexão
Cozinhar em família transforma a rotina, cria memórias afetivas e ajuda crianças a desenvolverem habilidades emocionais e cognitivas durante o recesso escolar
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Weber | Foto: Divulgação
Com a chegada das férias escolares, muitas famílias procuram atividades que vão além de ocupar o tempo livre das crianças. O período, marcado por uma pausa na rotina acelerada do ano letivo, também se mostra um momento estratégico para fortalecer vínculos afetivos entre pais e filhos. Nesse contexto, a cozinha ganha protagonismo como um espaço de convivência, troca e construção de memórias.
Para a professora Monica Lizete Ruschel dos Reis, do curso de Gastronomia da UNIASSELVI, cozinhar em família é uma prática que ultrapassa o preparo dos alimentos. Segundo ela, o envolvimento conjunto em receitas simples ou elaboradas contribui para a formação emocional das crianças e para o fortalecimento do sentimento de pertencimento dentro do núcleo familiar.
“O ato de cozinhar fortalece os laços familiares, cria memórias afetivas duradouras e contribui para a formação da identidade e do bem-estar na infância e na adolescência”, afirma a docente.
A cozinha como espaço de afeto
Historicamente, a cozinha ocupa um papel central dentro das casas, funcionando como ponto de encontro e convivência. Durante as férias, esse ambiente se transforma em um cenário propício para a cumplicidade entre gerações. Ao dividir tarefas, escolher ingredientes e acompanhar o preparo das receitas, pais e filhos estabelecem uma comunicação mais próxima, muitas vezes diferente da vivida no dia a dia.
Segundo Monica, a comida, nesse contexto, deixa de ser apenas nutrição e passa a carregar significados emocionais. O preparo conjunto estimula a cooperação, o diálogo e a escuta, elementos essenciais para relações familiares mais sólidas. “Cozinhar é um ato de amor que nutre o corpo e a alma. É uma forma de ensinar, aprender e criar lembranças que acompanham as crianças por toda a vida”, explica.
Aprendizado que vai além da receita
Além do vínculo afetivo, a atividade culinária também funciona como uma ferramenta educativa. Medidas, proporções, leitura de instruções e organização do tempo fazem da cozinha uma extensão prática do aprendizado escolar. De forma lúdica, as crianças exercitam noções de matemática, linguagem e responsabilidade, enquanto participam ativamente da rotina da casa.
A professora destaca ainda que o envolvimento na cozinha contribui para o desenvolvimento da autonomia e da confiança. Ao perceberem que são capazes de participar e colaborar, os filhos se sentem valorizados e mais seguros dentro do ambiente familiar.
Benefícios para o desenvolvimento infantil
Ao citar a neuropediatra Gladys Arnez, Monica reforça que cozinhar com crianças estimula diferentes áreas do cérebro. A atividade favorece o desenvolvimento da motricidade fina, amplia o vocabulário, fortalece a integração sensorial e contribui para uma conexão emocional mais consistente com os pais.
“Quando cozinham juntos, as crianças não estão apenas misturando ingredientes. Elas estão experimentando ciência, matemática e linguagem na prática, ao mesmo tempo em que constroem uma base afetiva que levarão para a vida toda”, conclui a professora.
Em um período marcado pelo descanso escolar, transformar a cozinha em espaço de convivência pode ser uma forma simples e eficaz de criar experiências significativas. Mais do que preparar refeições, cozinhar em família durante as férias ajuda a consolidar vínculos, reforçar a presença dos pais e construir memórias que permanecem muito além do recesso.
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