• Leite volta ao centro do consumo e viraliza nas redes com foco em saúde e praticidade
  • Quer ver cinema nacional? TV Brasil exibe quatro filmes ineditos neste domingo
  • Ocultação de estrela pela Lua poderá ser vista no Brasil na madrugada de 3 de maio
Novidades e destaques Novidades e destaques

Responsabilidade Social • 19:22h • 22 de maio de 2024

"Temos que nos preparar", diz Marina sobre mudanças climáticas

Ministra do Meio Ambiente esteve na Marcha dos Municípios

Agência Brasil | Foto: José Cruz

Marina elogiou a CNM por trazer o debate sobre mudanças climáticas para a agenda de discussão dos municípios
Marina elogiou a CNM por trazer o debate sobre mudanças climáticas para a agenda de discussão dos municípios

A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, alertou, nesta quarta-feira (22), para a necessidade de se construir medidas para prevenir e mitigar eventos extremos ligados às mudanças climáticas, como o que aconteceu no Rio Grande Sul. A ministra voltou a defender a redução do uso de combustíveis fósseis, do desmatamento e também a adoção de medidas para evitar a perda da biodiversidade.

“Temos que nos adaptar às mudanças do clima e temos que nos preparar, porque isso que está acontecendo agora, infelizmente, vai continuar acontecendo: ondas de calor, processos de resfriamento, chuvas torrenciais e secas. Ano passado vimos duas vezes enchentes no Vale do Taquari e seca no Rio Grande do Sul, seca na Amazônia e cheia na Amazônia”, argumentou a ministra durante a 25ª Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, organizada pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM).

A ministra lembrou que desde a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, também conhecida como Eco-92, em 1992, os países assumiram compromissos contra três grandes ameaças à vida no planeta: a desertificação, a perda de biodiversidade e a mudança do clima.

“Isso foi há 32 anos e nós não fizemos o dever de casa e estou me referindo aos 185 países que assinaram aquele acordo, inclusive nós [o Brasil]", disse.

Marina citou como exemplo da desertificação o fato de que áreas antes utilizadas para a produção de alimentos e que prestavam serviços ecossistêmicos, como o auxílio no equilíbrio hídrico de determinadas regiões, estão sofrendo processos de desertificação, impactando, inclusive, na perda da biodiversidade.

“Hoje é o Dia da Biodiversidade e 75% da alimentação dos países mais vulneráveis dependem da biodiversidade e ela está sendo rapidamente destruída. Precisamos fazer o enfrentamento das causas que estavam levando à desconfiguração do sistema climático global", conclamou.

Marina elogiou a CNM por trazer o debate sobre mudanças climáticas para a agenda de discussão dos municípios. Nesta quarta-feira, a confederação realizou um debate sobre os desafios municipais no enfrentamento das mudanças climáticas, com a presença da ministra.

“Quero um discurso que nos mobilize, é possível mitigar para não agravar o problema, é possível nos adaptarmos para termos as medidas certas da forma certa”, disse Marina. “Temos que estar preparados, tem que ter rota de fuga, lugar para as pessoas se alojarem, estoque de alimento, de água potável, de medicamentos, de equipamentos como hospitais de campanha para se houver necessidade, um esforço de preparação para o enfrentamento dos desastres. É preciso que se tenha uma ação de prevenção”.

Ontem (21), a CNM anunciou uma proposta de uma emenda à Constituição para viabilizar o enfrentamento às mudanças climáticas pelas cidades. A proposta, que ainda não foi protocolada na Câmara dos Deputados, prevê a criação do Conselho Nacional de Mudança Climática, da Autoridade Climática Nacional e do Fundo Nacional de Mudança Climática, que passaria a ser gerido por um consórcio nacional formado pelos municípios.

Pela proposta, a União abriria mão de 3% da arrecadação do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e do Imposto de Renda, que seriam destinados ao fundo. O valor, segundo a CNM, representaria cerca de R$ 25 bilhões ao ano. Pelo mecanismo proposto, a verba poderá ser direcionada diretamente para ações de prevenção e enfrentamento dos efeitos das mudanças climáticas, fora do Orçamento Geral da União.

O presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, citou pesquisa da entidade mostrando que 94% dos municípios brasileiros já sofreram emergência ou calamidade. Em 3,6 mil cidades, apenas dois em cada dez gestores municipais estão preparados para o combate às mudanças climáticas.

Além disso, 43% não possuem uma pessoa ou setor responsável pelo monitoramento das áreas de risco, 57% não possuem um sistema de alerta, seja móvel ou fixo e 68% dos municípios afirmaram nunca ter recebido nenhum tipo de recurso dos Estados ou do governo federal para atuar na prevenção às mudanças climáticas.


Ziulkoski defende a criação do Consórcio Nacional para Gestão Climática e Prevenção de Desastres - José Cruz/Agência Brasil

Consórcio

Durante o debate, Ziulkoski defendeu a criação do Consórcio Nacional para Gestão Climática e Prevenção de Desastres como ferramenta para auxiliar os municípios no enfrentamento a eventos extremos.

Para justificar a medida, a CNM diz que o modelo tradicional de aplicação de recursos públicos não tem produzido adequados resultados na promoção de medidas efetivas que possam prevenir e enfrentar as consequências da mudança climática.

“Tem que haver uma política nacional, um aprofundamento para o enfrentamento dos desastres. O consórcio ser uma ferramenta transparente e legal”, disse. “O consórcio vai, pela lógica dos municípios, ajudar os estados e a União a fazer esse enfrentamento. Vamos estimular, por meio de orientações, busca em rede, alguma coisa estruturada para que um município sozinho não enfrente a crise”, concluiu.

Últimas Notícias

Descrição da imagem

Cultura e Entretenimento • 15:12h • 03 de maio de 2026

Começa a valer Plano Nacional do Livro e da Leitura 2026-2036

Página exclusiva detalha incentiva que promove educação e cultura

Descrição da imagem

Responsabilidade Social • 14:27h • 03 de maio de 2026

SP cria programa para prevenir incêndios em rodovias e reforçar segurança ambiental

Nova portaria estabelece regras para aceiros, monitoramento contínuo e atuação integrada entre Estado e concessionárias

Descrição da imagem

Variedades • 13:33h • 03 de maio de 2026

Looks de mãe e filha deixam de ser iguais e passam a refletir identidade e conexão

Tendência evolui e aposta em estilo próprio, conforto e diálogo entre gerações

Descrição da imagem

Educação • 13:06h • 03 de maio de 2026

Vestibular de meio de ano da Unesp entra nos últimos dias de inscrições

Candidatos poderão se inscrever até 5 de maio; exame oferece 36 vagas para curso inédito de língua e cultura chinesas em Assis e 144 vagas para engenharias em Ilha Solteira

Descrição da imagem

Economia • 12:34h • 03 de maio de 2026

BB lança boleto com Pix automático para pagamentos recorrentes

Nova solução permite quitar contas mensais sem repetir etapas

Descrição da imagem

Variedades • 12:03h • 03 de maio de 2026

Leite volta ao centro do consumo e viraliza nas redes com foco em saúde e praticidade

De receitas no TikTok a rotinas de bem-estar, alimento tradicional ganha novo espaço no dia a dia

Descrição da imagem

Responsabilidade Social • 11:13h • 03 de maio de 2026

Brasil reduz em 42% perdas florestais em 2025, aponta estudo

Queda impactou positivamente resultado mundial

Descrição da imagem

Cidades • 10:53h • 03 de maio de 2026

Florínea abre cadastro para castração de cães e gatos nesta semana

Tutores devem comparecer no dia 6 de maio com documentos pessoais para garantir participação no programa

As mais lidas

Ciência e Tecnologia

Paralisação completa do 3I/Atlas intriga cientistas e realinhamento aponta para novo comportamento

Registros confirmados por observatórios independentes em três continentes mostram desaceleração em microetapas, parada total e ajuste direcional incomum, ampliando questionamentos sobre a natureza do visitante interestelar