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Ciência e Tecnologia • 14:41h • 28 de maio de 2026

Tecnologia da Polícia Científica reduz emissão de perfil genético de dias para poucas horas

Sistema conhecido como Rapid DNA automatiza praticamente todas as etapas da análise genética em um único sistema e passa a mudar a dinâmica da perícia no Paraná, ao reduzir etapas manuais, acelerar resultados e permitir respostas mais rápidas em investigações que dependem de identificação por DNA

Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações da Agência de notícias do Paraná | Foto: PCIPR

Na prática, o equipamento recebe amostras como swab bucal, saliva ou sangue fresco e executa sozinho fases que normalmente exigiriam diferentes aparelhos, técnicos e horas de trabalho em laboratório. Entre elas estão extração do DNA, purificação, amplificação genética por PCR, eletroforese capilar, leitura fluorescente e interpretação inicial dos resultados.
Na prática, o equipamento recebe amostras como swab bucal, saliva ou sangue fresco e executa sozinho fases que normalmente exigiriam diferentes aparelhos, técnicos e horas de trabalho em laboratório. Entre elas estão extração do DNA, purificação, amplificação genética por PCR, eletroforese capilar, leitura fluorescente e interpretação inicial dos resultados.

Um novo equipamento capaz de transformar amostras biológicas em perfis genéticos completos em cerca de duas horas começa a mudar a rotina da perícia no Paraná. A tecnologia, chamada Rapid DNA, automatiza praticamente todas as etapas da análise genética em um único sistema, reduzindo processos manuais e acelerando investigações que dependem da identificação por DNA.

Segundo o perito e chefe do laboratório de genética da Polícia Científica do Paraná (PCIPR), Pedro Canezin, o principal diferencial da ferramenta é reunir todo o processo em um sistema automatizado. Com isso, há menos interferência humana, menor risco de contaminação e mais rapidez na geração de perfis genéticos, inclusive permitindo comparações quase imediatas com bancos de DNA.

Na prática, o equipamento recebe amostras como saliva, sangue fresco ou swab bucal e realiza sozinho etapas que antes exigiam diferentes aparelhos, profissionais e várias horas de trabalho em laboratório. Entre os processos automatizados estão a extração e purificação do DNA, amplificação genética por PCR, eletroforese capilar, leitura fluorescente e interpretação inicial dos resultados.

A principal inovação está justamente nessa integração. Enquanto uma análise genética convencional pode levar de oito a 96 horas laboratoriais, sem contar o prazo para emissão do laudo, o novo sistema consegue gerar um perfil genético entre 90 minutos e duas horas.

De acordo com Canezin, a tecnologia também transforma a rotina dos laboratórios ao reduzir tarefas repetitivas, etapas manuais e a necessidade de múltiplos equipamentos. Isso permite que as equipes processem mais amostras, diminuam filas de análise e acelerem a inclusão de perfis em bancos de DNA.

O modelo opera no formato “sample-to-profile”, em que a amostra entra no equipamento e o perfil genético já sai pronto para comparação com bancos de dados compatíveis com sistemas nacionais e internacionais.

Além de agilizar investigações, o sistema reduz a manipulação manual das amostras, diminui o risco de contaminação e simplifica o trabalho pericial.

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