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Saúde • 14:18h • 29 de julho de 2024

SUS vai disponibilizar dois novos medicamentos para a doença falciforme

Oferta dos medicamentos vai garantir qualidade de vida aos pacientes acometidos pela doença

Da Redação | Com informações do MS | Foto: Divulgação

A enfermidade genética tem alta prevalência entre pessoas negras, principalmente em mulheres
A enfermidade genética tem alta prevalência entre pessoas negras, principalmente em mulheres

O Ministério da Saúde vai oferecer dois novos medicamentos, alfaepoetina e hidroxiureia, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS) para tratar a doença falciforme, uma condição hereditária comum entre pessoas negras, especialmente mulheres.

A alfaepoetina será destinada a pacientes com declínio da função renal e piora do quadro de anemia, enquanto a hidroxiureia, na dosagem de 100 mg, será para pacientes com pelo menos 9 meses de idade, além de uma ampliação da apresentação de 500 mg para pacientes entre 9 e 24 meses sem sintomas e complicações. Os medicamentos estarão disponíveis em até 180 dias após a incorporação no SUS.

A doença falciforme é a enfermidade genética com maior prevalência no país e no mundo, afetando principalmente pessoas pardas e pretas. No Brasil, entre 2014 e 2020, a taxa de nascimentos de crianças com a doença foi de 3,75 por 10 mil nascidos vivos, com uma taxa de mortalidade de aproximadamente 1,12 por 100 mil habitantes.

Importância dos novos medicamentos

A inclusão da alfaepoetina e da hidroxiureia no tratamento da doença falciforme pelo SUS representa um avanço significativo na assistência farmacêutica, ampliando o acesso ao tratamento e melhorando a qualidade de vida dos pacientes, especialmente aqueles em situação de maior vulnerabilidade.

Sintomas e diagnóstico

Os sintomas da doença falciforme começam no primeiro ano de vida e podem se estender durante toda a vida do paciente, afetando diversos órgãos e sistemas. Manifestações comuns incluem anemia falciforme, crises de dor, infecções, síndrome mão-pé, acidente vascular encefálico, complicações renais e oculares.

O diagnóstico precoce é crucial e pode ser feito pelo teste do pezinho, disponível no SUS durante a triagem neonatal. Além disso, exames de sangue como a eletroforese de hemoglobina são oferecidos a gestantes e parceiros durante o pré-natal, e também estão disponíveis na rede pública para toda a população.

Tratamento gratuito no SUS

Desde 2005, a Política Nacional de Atenção Integral às Pessoas com Doença Falciforme e outras Hemoglobinopatias (PNAIPDF) garante, no âmbito do SUS, serviços de atenção ambulatorial especializada, incluindo tratamentos curativos, medicamentos, exames de sangue e imagem, além de consultas.

Pacientes podem ser acompanhados nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), recebendo orientações sobre autocuidado e informação genética, com encaminhamento para atendimento especializado quando necessário.

A inclusão dos novos medicamentos reforça o compromisso do Ministério da Saúde em fornecer um tratamento abrangente e eficaz para os pacientes com doença falciforme, promovendo equidade e qualidade de vida para todos.

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