Saúde • 13:34h • 01 de setembro de 2026
SUS terá três novos medicamentos contra câncer de pulmão a partir de outubro
Brigatinibe, gefitinibe e durvalumabe serão financiados pelo governo federal e devem beneficiar cerca de 1,9 mil pacientes
Da Redação | Com informações da EBC | Foto: Divulgação
Pacientes com câncer de pulmão atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) terão acesso a três novos medicamentos a partir de outubro. O Ministério da Saúde anunciou a oferta de brigatinibe, gefitinibe e durvalumabe, terapias de alta tecnologia que, na rede privada, podem alcançar um custo de até R$ 643 mil por ano.
A estimativa é atender aproximadamente 1,9 mil pacientes. Os medicamentos serão financiados integralmente pelo governo federal por meio da Assistência Farmacêutica Oncológica (AF-Onco), política criada para ampliar o acesso a tratamentos contra o câncer na rede pública.
Os três medicamentos não atuam da mesma maneira. Brigatinibe e gefitinibe são terapias-alvo orais, enquanto o durvalumabe utiliza uma estratégia ligada à resposta do próprio sistema imunológico contra o tumor.
Duas terapias poderão ser administradas em casa
Brigatinibe e gefitinibe atuam diretamente sobre alterações específicas das células cancerígenas. Por serem medicamentos de administração oral, podem ser utilizados na casa do paciente e, segundo o Ministério da Saúde, apresentam menor incidência de eventos adversos em comparação aos esquemas convencionais de quimioterapia.
Já o durvalumabe é uma imunoterapia que estimula a capacidade do sistema imunológico de combater as células tumorais. A indicação apresentada pelo ministério é para pacientes com câncer de pulmão em estágio 3 que não podem ser tratados por cirurgia.
Segundo a pasta, o tratamento com durvalumabe demonstra ganhos na sobrevida global dos pacientes.
Nova política deve alcançar mais de 100 mil pessoas
A chegada dos três medicamentos faz parte de uma ampliação maior da assistência oncológica no SUS. A AF-Onco deverá disponibilizar 23 medicamentos de alto custo, aumentando em 35% a oferta de tratamentos na rede pública.
A previsão do Ministério da Saúde é que mais de 100 mil pessoas sejam contempladas pela política, que terá orçamento anual estimado em R$ 2,1 bilhões.
No caso específico do câncer de pulmão, a mudança começa em outubro, quando os três novos medicamentos passam a integrar as opções financiadas pelo governo federal para os pacientes atendidos pelo SUS.
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