Saúde • 09:46h • 01 de novembro de 2026
SUS oferece atendimento psicológico gratuito pela internet para mulheres; veja como acessar
Serviço Acolhe Mais atende mulheres que sofreram violência e familiares responsáveis pelo cuidado de pessoas com deficiência, transtornos do neurodesenvolvimento ou doenças raras
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações do MS | Foto: Divulgação
Mulheres de todo o Brasil que vivem ou já enfrentaram situações de violência, além daquelas que cuidam de familiares com deficiência, transtornos do neurodesenvolvimento ou doenças raras, podem receber atendimento psicológico gratuito pela internet por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). O serviço Acolhe Mais, disponível no aplicativo Meu SUS Digital, oferece consultas por videochamada com psicólogas qualificadas, sem necessidade de encaminhamento médico ou apresentação de documentos que comprovem a situação relatada.
A iniciativa integra o programa Agora Tem Especialistas em Saúde Mental para Mulheres, do Ministério da Saúde, e busca facilitar o acesso ao acompanhamento psicológico, especialmente para quem enfrenta dificuldades de deslocamento, falta de tempo ou outras barreiras para procurar atendimento presencial.
O serviço contempla mulheres que sofreram violência física, psicológica ou outras formas de agressão, além de mães, avós, tias, irmãs e outras familiares que exercem atividades de cuidado. A proposta é oferecer acolhimento, identificar possíveis situações de risco e orientar sobre a continuidade do tratamento na rede pública de saúde.
Como solicitar atendimento psicológico gratuito pelo SUS
O acesso ao Acolhe Mais é realizado pelo aplicativo Meu SUS Digital, disponível para celulares, ou pela plataforma digital do Ministério da Saúde.
Para solicitar o atendimento, a usuária deve:
- Abrir o aplicativo Meu SUS Digital e entrar com a conta Gov.br.
- Acessar a seção Miniapps, na página inicial.
- Selecionar Acolhe Mais – Agora Tem Especialistas em Saúde Mental para Mulheres.
- Preencher o cadastro na plataforma da Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS).
- Informar se vive ou viveu uma situação de violência ou se exerce atividades de cuidado de um familiar.
- Finalizar a solicitação e aguardar o contato da equipe responsável pelo agendamento.
Após o cadastro, a equipe entra em contato em até 24 horas para que a mulher escolha a data e o horário da consulta. O serviço envia lembretes e disponibiliza o link de acesso à videochamada no dia agendado.
O atendimento também pode ser acessado diretamente pela plataforma Acolhe Mais.
Atendimento permite até dez sessões por mulher
As consultas são realizadas por psicólogas, em ambiente virtual, de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h, e aos sábados, das 8h às 14h.
Cada usuária pode realizar até dez sessões, com possibilidade de iniciar um novo ciclo de acompanhamento quando necessário. Durante os encontros, as profissionais avaliam as necessidades apresentadas, identificam situações que exigem atenção adicional e orientam sobre a continuidade do cuidado.
Nos casos de violência, o primeiro atendimento inclui a avaliação de possíveis riscos e da rede de apoio disponível. Para mulheres que cuidam de familiares, o acompanhamento também considera questões relacionadas à sobrecarga emocional e às dificuldades enfrentadas na rotina.
Quando necessário, a paciente pode ser orientada a procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS), um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) ou outro serviço da rede pública. O teleatendimento não substitui a assistência presencial em situações que exigem avaliação ou intervenção imediata.
Mulheres em situação de violência também podem buscar ajuda pelo 180
Em situações de risco imediato, a orientação é acionar a Polícia Militar pelo 190 ou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) pelo 192, conforme a emergência.
A Central de Atendimento à Mulher, pelo Ligue 180, funciona gratuitamente 24 horas por dia, todos os dias da semana, oferecendo informações sobre direitos, serviços de proteção e encaminhamento de denúncias de violência.
Mulheres que procuram atendimento de saúde após sofrer violência não precisam apresentar boletim de ocorrência para receber acolhimento nos serviços do SUS.
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