Saúde • 19:43h • 23 de maio de 2026
Sua mente continua trabalhando fora do expediente? Psiquiatra faz alerta
Especialista aponta que excesso de conexão fora do expediente pode aumentar ansiedade, estresse e risco de burnout
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Lettera | Foto: Âncora1
Fechar o notebook no fim do expediente nem sempre significa encerrar o trabalho mentalmente. Para muitas pessoas, cobranças, mensagens e preocupações profissionais continuam ocupando espaço mesmo durante momentos de descanso, lazer ou antes de dormir.
Segundo especialistas em saúde mental, essa dificuldade de se desconectar do trabalho tem se tornado cada vez mais comum em meio à hiperconexão digital e ao avanço das demandas profissionais fora do horário convencional.
De acordo com Gabriel Elias de Oliveira, gerente nacional de Telepsiquiatria da Hapvida, o cérebro pode permanecer em estado constante de alerta quando a rotina profissional invade os momentos de descanso. “Ansiedade é justamente esse processo de preocupação excessiva. Quando a pessoa está submetida a níveis elevados de pressão, essas preocupações podem entrar em um automatismo e se tornar recorrentes, mesmo fora do horário de trabalho”, explica.
O especialista afirma que esse comportamento costuma aparecer de duas formas: quando a pessoa revive mentalmente conflitos e situações do expediente ou quando passa a antecipar problemas e cobranças do dia seguinte.
WhatsApp e notificações prolongam expediente
Aplicativos de mensagens e notificações constantes também aparecem entre os principais fatores que dificultam o desligamento mental.
Segundo o psiquiatra, hábitos como dormir olhando grupos de trabalho ou acordar já verificando mensagens profissionais aumentam os níveis de estresse e prejudicam o funcionamento natural do organismo. “Quando o trabalho invade todos os ambientes da vida, aumentamos muito os níveis de ansiedade e estresse. O cérebro precisa entender que o expediente terminou”, alerta.
O impacto tende a ser ainda maior no período noturno, afetando diretamente a qualidade do sono e a capacidade de descanso mental. Além do desgaste emocional, especialistas afirmam que o corpo também costuma manifestar sinais físicos relacionados ao excesso de tensão acumulada.
Arte: Âncora1®
Corpo também sente os efeitos
Irritabilidade, dificuldade para relaxar, fadiga mental, alterações no sono, tensão muscular, palpitações e mudanças no apetite aparecem entre os sintomas mais frequentes associados à sobrecarga emocional ligada ao trabalho.
Segundo Gabriel Oliveira, o quadro também pode abrir caminho para problemas mais graves, como a Síndrome de Burnout, ligada ao esgotamento profissional. “O burnout costuma surgir quando a pessoa entra em um ciclo contínuo de alerta e perde a capacidade de criar momentos reais de descanso mental”, afirma.
Especialistas destacam que pequenas mudanças na rotina podem ajudar a reduzir o impacto da hiperconexão, como silenciar notificações fora do expediente, evitar mensagens de trabalho antes de dormir e criar rituais de encerramento do dia.
Atividades físicas, hobbies e momentos de relaxamento também ajudam o organismo a diminuir os níveis de cortisol, hormônio associado ao estresse.
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