Saúde • 08:05h • 17 de maio de 2026
SP reforça vigilância para hantavirose e orienta municípios para identificação de casos suspeitos
Doença é rara, mas exige investigação imediata por sua gravidade; Estado mantém monitoramento contínuo
Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações de Agência SP | Foto: Arquivo Âncora1
A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, por meio do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE), reforçou as orientações de monitoramento contínuo da hantavirose em todo o estado. Até 8 de maio de 2026, São Paulo confirmou um caso da doença, com provável local de infecção em Guariba, na região de Ribeirão Preto.
Segundo a pasta, a ocorrência é considerada isolada e não configura surto. Os dados recentes apontam baixa incidência da doença no estado: foram quatro casos confirmados em 2022, dois em 2023, dois em 2024, nenhum em 2025 e um caso registrado em 2026 até o momento.
O caso confirmado neste ano em São Paulo não tem relação com o genótipo Andes, variante associada ao surto recente registrado em um navio de cruzeiro com origem na Argentina e ao aumento de casos no país vizinho.
Apesar da baixa frequência, a hantavirose é considerada uma doença grave e de rápida evolução. A transmissão ocorre principalmente pela inalação de partículas presentes na urina, fezes e saliva de roedores silvestres infectados. No Brasil, a enfermidade costuma se manifestar como Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus (SCPH), quadro que pode comprometer o sistema respiratório e cardíaco.
Desde 2007, São Paulo contabilizou 4.820 notificações relacionadas à hantavirose, incluindo moradores do estado e casos com provável local de infecção em território paulista. Deste total, 200 casos foram confirmados, o equivalente a 4,1% das notificações.
De acordo com a diretora do CVE-SP, Tatiana Lang D’Agostini, o histórico demonstra a capacidade da rede de vigilância em identificar casos suspeitos, mesmo que a maior parte seja descartada após investigação. Por isso, o estado reforçou as orientações às equipes de saúde para ampliar o diagnóstico precoce da doença.
Após a confirmação laboratorial, são realizadas investigações epidemiológicas e ambientais para identificar o provável local de infecção, possíveis fatores de exposição e definir medidas de prevenção e controle. Casos suspeitos devem ser comunicados imediatamente aos serviços municipais de Vigilância Epidemiológica para acompanhamento adequado.
Tatiana D’Agostini destacou ainda que a vigilância para doenças de transmissão ambiental, como a hantavirose, permanece ativa em todo o estado. Segundo ela, apesar de rara, a doença exige identificação rápida e investigação técnica detalhada.
Em São Paulo, as variantes historicamente associadas à hantavirose são Juquitiba e Araraquara. Até hoje, não há registros de transmissão da doença entre pessoas no estado. Os casos confirmados desde 2007 se concentram principalmente nas regiões de Ribeirão Preto, Presidente Venceslau, Araraquara e Marília.
A principal forma de prevenção é evitar contato com roedores silvestres e seus excrementos. A recomendação é manter ambientes limpos, sem acúmulo de lixo ou alimentos, vedar frestas e entradas que favoreçam a presença de roedores e adotar cuidados na limpeza de galpões, depósitos e locais fechados. A orientação é evitar varrer a seco ou levantar poeira, priorizando a limpeza úmida e a ventilação prévia dos ambientes.
Pessoas que tiveram contato recente com locais com presença de roedores silvestres e apresentarem sintomas como febre, dores no corpo, mal-estar, náuseas, vômitos, dor abdominal, tosse ou falta de ar devem procurar atendimento médico e informar a possível exposição.
Entre 2007 e 2026, o estado confirmou 196 casos de hantavirose em moradores paulistas, sendo 189 com confirmação laboratorial. No período, a letalidade acumulada entre os casos confirmados com local provável de infecção identificado chegou a 53%, reforçando a importância da notificação imediata e do acompanhamento pela rede de vigilância.
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