• Feriado de 1º de maio terá tempo firme e temperaturas de até 33ºC em Assis
  • Assistimos O Diabo Veste Prada 2 e o filme surpreende ao colocar o jornalismo no centro da história
  • Sexta de feriado em Assis terá programação completa na Vila Agro com show às 20h
Novidades e destaques Novidades e destaques

Responsabilidade Social • 09:59h • 01 de novembro de 2024

Sociedade civil aposta em parcerias para recuperação florestal no país

Novos projetos têm foco no desenvolvimento sustentável

Agência Brasil | Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

A ideia é que, além de enfrentar a crise climática e recompor áreas naturais do país, iniciativas da sociedade civil podem se somar às políticas públicas na estruturação de uma economia mais sustentável.
A ideia é que, além de enfrentar a crise climática e recompor áreas naturais do país, iniciativas da sociedade civil podem se somar às políticas públicas na estruturação de uma economia mais sustentável.

Em busca de soluções baseadas na natureza e da estruturação de mecanismos financeiros, a sociedade civil se une e procura desenvolver a economia da restauração florestal. Com amplo potencial, novos projetos miram o mercado de carbono na tentativa de acertar um modelo de desenvolvimento sustentável que contemple a recomposição da cobertura verde e proporcione amplas oportunidades às comunidades locais.

Um exemplo é a parceria entre uma empresa de restauração em larga escala e a organização não governamental (ONG) Conservação Internacional (CI-Brasil), anunciada nesta quarta-feira (30) para um projeto de 12 mil hectares no extremo sul da Bahia, região que reúne 21 municípios. Os esforços de restauração florestal nessa região também são financiados pela Priceless Planet Coalition (Coalizão Preciosa pelo Planeta, em tradução livre), liderada por uma empresa de cartões de crédito e que reúne comerciantes, bancos, cidades e consumidores no enfrentamento às mudanças climáticas.

De acordo com o vice-presidente da CI Brasil, Mauricio Bianco, a união dessas várias frentes é um modelo que pode viabilizar a recuperação em várias frentes, inclusive a superação da meta assumida pelo país de restaurar 12 milhões de hectares até 2030. “Temos plena certeza de que isso depois vai escalar para outros biomas, sobretudo a Amazônia, mas, no começo, vamos focar a nossa parceria na Mata Atlântica, no sul da Bahia”, disse Bianco.

A ideia é que, além de enfrentar a crise climática e recompor áreas naturais do país, iniciativas da sociedade civil podem se somar às políticas públicas na estruturação de uma economia mais sustentável. “O importante que a restauração traz é o impacto que pode ter na biodiversidade, no clima e na geração de emprego local. Então, a restauração é boa para o clima, é boa para a biodiversidade e é boa para as pessoas. Eu acho que este é o grande trunfo”, reforça.

Planaveg

A meta brasileira para recomposição das áreas naturais foi reafirmada nesta semana, com a atualização do Plano Nacional de Recuperação de Vegetação Nativa (Planaveg), apresentada durante a 16ª Conferência das Partes das Nações Unidas para a Biodiversidade (COP16), em Cali, na Colômbia. Na ocasião, a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, destacou a importância da atualização da política pública que conduzirá essa frente de regeneração ambiental.

“Ficamos uma boa parte do nosso tempo transformando natureza em dinheiro. Chegou a hora de pegar o dinheiro para restaurar e preservar a natureza. O bom é que a gente pode fazer isso usando a própria natureza de forma sustentável para gerar prosperidade”, disse.

Além de propor uma agenda de recuperação da vegetação nativa, a atualização quantificou o potencial brasileiro para implementação de arranjos capazes de atender as diferentes estratégias conforme a ocupação das áreas degradadas. Foram levados em consideração territórios que vão desde imóveis rurais de baixa produtividade até áreas de preservação permanente (APP) e reservas legais de uso restrito, passando por unidades de conservação e territórios coletivos, como indígenas e quilombolas.

Com base das áreas de preservação previstas no Código Florestal Brasileiro, o Planaveg aponta um passivo de 23,7 milhões de hectares que precisam ser recuperados para estarem de acordo com a lei. São 1,3 milhão de hectares em terras indígenas; 1,5 milhão de hectares em assentamentos; 1,3 milhão de hectares em unidades de conservação e a maior parte, sendo 19,1 milhões de hectares, representam áreas privadas em imóveis rurais.

Os possíveis arranjos para viabilizar a superação desse passivo, conforme a ocupação dos territórios, sugerem desde o fomento de sistema integrado de produção até a regeneração e conservação da vegetação nativa, com planos de prevenção e controle de desmatamento e queimadas, passando por paisagens sustentáveis.

“Temos no Planaveg um importante tripé da conservação, da restauração e do uso sustentável. Esta é a base na qual nós botamos os nossos pés. Primeiro conservar. Depois, se foi estragado, restaurar e usar de forma sustentável. Uso sustentável nada mais é do que o uso com sabedoria”, destacou Marina.

Pesquisa

Diante desse cenário atualizado pelo Planaveg, um estudo publicado na última quarta-feira (30) na revista científica Nature, sobre o potencial global para regeneração natural em regiões tropicais desmatadas revela que um quarto de todo o potencial planetário de 215 milhões de hectares fica no Brasil.

É uma área equivalente à do estado da Bahia e representa 55,12 milhões de hectares, que podem ter a vegetação nativa restaurada pela técnica de menor custo, levando à transformação de pequenos fragmentos de floresta em grandes extensões de vegetação nativa recuperada, explica o diretor de Gestão do Conhecimento da CI Brasil, Bruno Coutinho. “Muitas vezes, são áreas próximas de áreas conservadas e exigem ações mínimas como aceiros, controle de espécies invasoras e outras, que podem baratear muito o custo da restauração e aumentar a escala”, explicou Coutinho.

Para ele, isso torna o estudo um importante instrumento para direcionar tanto as políticas públicas quanto o mercado de restauração florestal. “O Planaveg, por exemplo, prevê estratégias de regeneração natural assistida em unidades de conservação, porque existe passivo em unidades de conservação, especialmente nas de proteção integral, e a necessidade, por lei, de que isso seja recuperado em um esforço de custo menor e benefício maior”, concluiu.

Últimas Notícias

Descrição da imagem

Educação • 13:52h • 01 de maio de 2026

Inscrições para vestibular da Unesp com curso inédito em Assis terminam em 5 de maio

Exame oferece 180 vagas, incluindo graduação em língua e cultura chinesas no câmpus de Assis

Descrição da imagem

Ciência e Tecnologia • 13:02h • 01 de maio de 2026

Cartilha orienta médicos e instituições sobre uso de IA na medicina

Norma do CFM estabelece prazo de 180 dias para adequação

Descrição da imagem

Educação • 12:37h • 01 de maio de 2026

Poupatempo reúne serviços da Educação e facilita acesso de estudantes e responsáveis

Entre as opções disponíveis estão a consulta de boletim escolar, solicitação de histórico, emissão de certificados, matrícula e transferência

Descrição da imagem

Cultura e Entretenimento • 12:10h • 01 de maio de 2026

Feira do Produtor ganha programação especial nesta sexta-feira em Pedrinhas Paulista

Evento reúne música ao vivo, produtos artesanais e espaço para crianças na Arena de Eventos Coliseu

Descrição da imagem

Cultura e Entretenimento • 11:31h • 01 de maio de 2026

Barracão da V.O recebe evento com atrações para toda a família neste fim de semana

Evento acontece no Barracão da Vila Operária, com programação voltada a toda a família

Descrição da imagem

Saúde • 11:13h • 01 de maio de 2026

Sífilis avança no Brasil e já é considerada epidemia persistente

Crescimento de casos, especialmente entre gestantes, reforça papel estratégico dos farmacêuticos na prevenção, testagem e tratamento

Descrição da imagem

Economia • 10:47h • 01 de maio de 2026

Para CNC, bets agravam endividamento das famílias brasileiras

Instituto Brasileiro de Jogo Responsável diz que avaliação é alarmista

Descrição da imagem

Política • 10:11h • 01 de maio de 2026

Maracaí, Tarumã e Quatá abrem atendimento especial e iniciam contagem final para o título eleitoral

Atendimento especial segue até 6 de maio na região, com unidades abertas inclusive no fim de semana

As mais lidas

Ciência e Tecnologia

Paralisação completa do 3I/Atlas intriga cientistas e realinhamento aponta para novo comportamento

Registros confirmados por observatórios independentes em três continentes mostram desaceleração em microetapas, parada total e ajuste direcional incomum, ampliando questionamentos sobre a natureza do visitante interestelar