Saúde • 19:41h • 18 de fevereiro de 2026
Síndrome de Boreout: quando o tédio no trabalho também adoece
Neuropsicóloga alerta que falta de desafios e propósito pode levar a ansiedade, depressão e queda de produtividade
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Agência Viva | Foto: Arquivo/Âncora1
A Síndrome de Boreout, também conhecida como síndrome do tédio, tem ganhado espaço no debate sobre saúde mental no ambiente corporativo. Descrita em 2007 pelos pesquisadores Philippe Rothlin e Peter Weder, a condição é caracterizada por desmotivação crônica, desinteresse e subutilização das competências profissionais. Embora menos conhecida do que o Burnout, o quadro pode evoluir para ansiedade, depressão e perda de produtividade.
De acordo com a neuropsicóloga Aline Graffiette, CEO da Mental One, o Boreout representa um fenômeno oposto ao esgotamento por excesso de trabalho. Segundo ela, enquanto o Burnout está associado à sobrecarga, o Boreout surge quando o profissional enfrenta falta de estímulo, ausência de desafios e perda de propósito na função exercida.
A especialista explica que o colaborador passa a sentir que suas habilidades não são aproveitadas, o que compromete o engajamento, a autoestima e a saúde mental. Entre os sintomas mais comuns estão apatia, sensação de inutilidade, baixa autoestima, estresse, problemas de sono, fadiga e irritabilidade.
Sinais muitas vezes confundidos
Segundo Aline Graffiette, esses sinais costumam ser interpretados como desinteresse ou falta de comprometimento, quando, na prática, podem indicar um desequilíbrio emocional decorrente da rotina profissional. A ausência de metas claras, tarefas repetitivas e pouca perspectiva de crescimento são fatores frequentemente associados ao quadro.
A neuropsicóloga destaca que o enfrentamento do Boreout exige atenção tanto do profissional quanto das organizações. No âmbito individual, ela orienta a busca por acompanhamento especializado, reflexão sobre o percurso de carreira e investimento em atividades que promovam estímulo intelectual e satisfação pessoal.
Responsabilidade compartilhada
No ambiente corporativo, a especialista aponta a necessidade de criação de contextos mais dinâmicos e desafiadores, com feedbacks regulares, reconhecimento e oportunidades concretas de desenvolvimento. Para ela, a falta de engajamento não deve ser tratada apenas como problema individual, mas como um indicativo de falhas estruturais na gestão de pessoas.
Aline Graffiette reforça que, assim como o Burnout, o Boreout impacta diretamente a inovação, a retenção de talentos e o desempenho organizacional. O reconhecimento precoce dos sinais e a adoção de medidas preventivas são fundamentais para evitar que a desmotivação se transforme em adoecimento.
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