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Saúde • 16:39h • 08 de dezembro de 2024

Sites são proibidos de vender 48 marcas de whey protein com suspeita de adulteração

Determinada pela Senacon, a proibição impacta a venda de suplementos alimentares após denúncia de adulteração nas fórmulas de proteínas

Da Redação | Com informações da Agência Brasil | Foto: Arquivo/Âncora1

Sites devem suspender vendas de whey protein após denúncias de adulteração
Sites devem suspender vendas de whey protein após denúncias de adulteração

Nove sites de comércio eletrônico estão proibidos de vender 48 marcas de whey protein que apresentam suspeita de adulteração, conforme determinação da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública. A decisão é fruto de uma denúncia realizada pela Associação Brasileira de Empresas de Produtos Nutricionais (Abenutri), que identificou irregularidades nos produtos, em especial, no que se refere à quantidade de proteína informada nos rótulos.

O processo de adulteração denunciado é conhecido como "amino spiking", uma prática em que a fórmula do whey protein é manipulada através da adição de aminoácidos de baixo custo, a fim de aumentar o valor nitrogenado total e enganar os consumidores quanto ao real conteúdo proteico do suplemento. A Abenutri explicou que, embora aminoácidos façam parte da proteína, eles são extraídos de outras matérias-primas e acrescidos de maneira a enganar a medição de proteína nos produtos.

A decisão da Senacon, anunciada na última sexta-feira (6), determina que as vendas das marcas envolvidas sejam suspensas em plataformas online, como medida preventiva contra fraudes que possam prejudicar os consumidores. A proibição visa proteger a saúde pública e assegurar que os produtos alimentares comercializados no Brasil atendam às normas regulatórias.

Contudo, a Associação Brasileira dos Fabricantes de Suplementos Nutricionais e Alimentos para Fins Especiais (Brasnutri) contesta a medida, argumentando que o laudo da Abenutri, que serviu como base para a decisão, foi elaborado em 2022 e refere-se a produtos que já não são mais comercializados. A Brasnutri também alega que o estudo não seguiu padrões técnicos estabelecidos pelos órgãos competentes, como a Anvisa, e que o processo de análise carece de um respaldo regulatório adequado.

Essa ação da Senacon é um reflexo da crescente preocupação com a qualidade e a transparência na indústria de suplementos alimentares, especialmente no segmento de produtos que são consumidos com o intuito de melhorar o desempenho físico. A medida poderá gerar repercussões significativas, com possíveis ajustes nos processos de fiscalização e controle de qualidade de suplementos alimentares no Brasil.

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