Variedades • 20:13h • 03 de abril de 2026
Sexta-feira Santa: o que a medicina revela sobre a crucificação de Jesus
Especialista analisa, à luz da ciência, os mecanismos físicos envolvidos no episódio histórico lembrado na Sexta-feira Santa
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | via Assessoria | Foto: Arquivo/Âncora1
Nesta sexta-feira, 3 de abril, data em que cristãos recordam a crucificação de Jesus Cristo, análises médicas ajudam a compreender como o corpo humano reage a um dos métodos de execução mais extremos da história. Segundo o neurocirurgião e médico da dor Luiz Severo, o processo descrito há mais de dois mil anos envolve múltiplos mecanismos de dor intensa, progressiva e simultânea, que levam o organismo ao limite físico.
Antes mesmo da crucificação, o corpo já apresentava sinais graves de comprometimento. O flagelamento romano provocava lacerações profundas na pele, com exposição de tecidos e perda significativa de sangue. Esse quadro é caracterizado por dor nociceptiva aguda, inflamação intensa e início de choque hipovolêmico, condição em que há redução do volume sanguíneo circulante.
A colocação da coroa de espinhos ampliava esse cenário. O couro cabeludo é altamente vascularizado e possui grande quantidade de terminações nervosas. Perfurações nessa região geram dor contínua e sangramento expressivo, mesmo em lesões menores.

Durante a crucificação, o sofrimento físico se intensifica por diferentes fatores. Os pregos fixados nos punhos e pés atingem áreas sensíveis e podem comprimir nervos importantes, como o nervo mediano, provocando dor com sensação de choque elétrico e irradiação pelos membros. Nos pés, o peso do corpo concentrado sobre pontos perfurados transforma qualquer movimento em estímulo doloroso intenso, combinando dor nociceptiva e neuropática.
Outro aspecto considerado central é a respiração. Para inspirar, era necessário elevar o próprio corpo, apoiando-se nas regiões lesionadas. Esse esforço contínuo exigia força muscular crescente e causava dor intensa a cada movimento. Com o avanço da exaustão, a capacidade respiratória diminuía progressivamente, levando à asfixia, apontada como uma das principais causas de morte nesse tipo de execução.
Dor extrema e asfixia: análise médica detalha crucificação de Jesus | Dr. Luiz Severo
Relatos históricos também mencionam a perfuração no tórax ao final do processo, quando o organismo já se encontrava em estado avançado de colapso respiratório e circulatório.
Além dos aspectos fisiológicos, o episódio também chama atenção pela manutenção de consciência e capacidade de fala mesmo sob condições extremas. Para especialistas, esse elemento amplia a compreensão do evento, que ultrapassa a dimensão clínica e se insere no campo histórico, cultural e religioso.
A análise médica não altera o significado religioso da data, mas contribui para dimensionar o impacto físico de um dos episódios mais marcantes da história, frequentemente lembrado nesta época do ano.
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