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Responsabilidade Social • 16:15h • 23 de outubro de 2025

Sete mitos sobre o descarte de medicamentos: o que você precisa saber

Desinformação pode gerar riscos à saúde e ao meio ambiente; especialistas explicam o que realmente fazer

Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Central Press | Foto: Arquivo/Âncora1

Do lixo ao rio: o impacto invisível do descarte errado de medicamentos
Do lixo ao rio: o impacto invisível do descarte errado de medicamentos

O Brasil está entre os países que mais consomem medicamentos no mundo. De acordo com o Conselho Federal de Farmácia, são mais de 162 bilhões de doses vendidas por ano no país. Nesse cenário, saber como descartar corretamente os remédios vencidos ou em desuso é mais do que uma recomendação: é uma questão de responsabilidade ambiental e de saúde pública.

O descarte incorreto pode contaminar solos, rios e mananciais, comprometer a fauna e a flora e até provocar o surgimento de superbactérias. Apesar da importância do tema, ainda circulam muitos mitos que dificultam o comportamento correto da população. A seguir, especialistas explicam o que é mito quando se trata de descartar medicamentos.

1. Jogar medicamentos na pia ou no vaso sanitário é uma forma segura de eliminar os resíduos.

Mito.
Segundo o professor Guilherme Teitge, do Colégio Positivo, compostos farmacêuticos não se degradam facilmente. “Mesmo em pequenas quantidades, essas substâncias passam pelo esgoto e chegam a rios e mananciais, porque as estações de tratamento não foram projetadas para remover todos os tipos de medicamentos”, explica.

Um estudo da Universidade de York, no Reino Unido, mostrou que mais de 25% dos rios analisados em 104 países contêm substâncias farmacêuticas ativas, o que representa uma crise ambiental global. Esses resíduos alteram ecossistemas aquáticos e podem atingir novamente o ser humano, via água potável.

2. O importante é não tomar medicamento vencido — o local de descarte não faz diferença.

Mito.
A infectologista Camila Ahrens, do Hospital São Marcelino Champagnat, alerta que o local do descarte é fundamental. “Medicamentos jogados no lixo comum, na pia ou na privada podem contaminar a água e o solo, e até favorecer a criação de superbactérias resistentes a antibióticos”, afirma.

Essas superbactérias se adaptam aos resíduos farmacêuticos presentes no ambiente, dificultando o tratamento de doenças simples no futuro. “Corremos o risco de voltar a uma era pré-antibiótico, em que infecções hoje tratáveis voltariam a ser ameaçadoras à vida”, destaca a médica.

3. Fitoterápicos e chás medicinais são naturais, portanto não causam impacto ambiental.

Mito.
Mesmo plantas medicinais podem conter substâncias bioativas que interferem no equilíbrio ambiental. Teitge explica que compostos fenólicos, alcaloides e outras substâncias presentes em plantas como boldo e erva-cidreira permanecem no ambiente, podendo afetar micro-organismos e organismos aquáticos.

4. Embalagens vazias não oferecem risco ao meio ambiente.

Mito.
O farmacêutico Danilo Stahelin lembra que frascos, blisters e ampolas costumam reter traços de medicamentos, mesmo após o uso. “Esses resíduos, em grande volume, contaminam solos e lençóis freáticos. Além disso, as embalagens combinam alumínio e plástico, o que dificulta a reciclagem”, explica.

5. Medicamentos muito vencidos perdem a eficácia e podem ir para o lixo comum.

Mito.
O prazo de validade indica o período seguro para consumo, não o tempo de degradação química no ambiente. Mesmo vencidos, os medicamentos continuam com potencial de contaminação, devendo ser encaminhados aos pontos de coleta.

6. Medicamentos dentro da validade podem ser doados livremente.

Mito.
Segundo Camila Ahrens, doar medicamentos fora de programas oficiais é perigoso. “O armazenamento inadequado compromete a eficácia e pode gerar substâncias tóxicas. Além disso, há o risco de automedicação e reações adversas graves.” A doação segura deve ocorrer somente por meio de farmácias solidárias, postos de saúde ou programas autorizados.

7. O descarte correto é responsabilidade apenas do governo e da indústria.

Mito.
A logística reversa de medicamentos depende de todos — poder público, empresas, farmácias e cidadãos. A população tem papel fundamental no ciclo de descarte e deve adotar hábitos seguros em casa.

Como descartar corretamente

  • Guarde separadamente os medicamentos vencidos ou sem uso até levá-los a um ponto de coleta autorizado, geralmente disponível em farmácias e unidades de saúde;
  • Mantenha os produtos em suas embalagens originais, bem fechadas;
  • Não descarte no lixo comum, pia ou vaso sanitário;
  • Informe e conscientize outras pessoas sobre o tema: o conhecimento é a principal ferramenta contra o descarte incorreto.

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