• Dia da empregada doméstica expõe informalidade e desigualdades no setor
  • Assis abre quatro editais da Política Aldir Blanc e inicia inscrições nesta segunda
  • Últimos dias de abril em Assis terão calor, variação de nuvens e chance de chuva
Novidades e destaques Novidades e destaques

Saúde • 15:14h • 19 de junho de 2025

Seis pontos para entender o uso de cannabis no tratamento de crianças com autismo

Especialista explica como a cannabis medicinal pode ajudar a reduzir sintomas e melhorar a qualidade de vida de pacientes no espectro

Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Assessoria | Foto: Divulgação

Cannabis medicinal e autismo: o que as famílias precisam saber antes de iniciar o tratamento
Cannabis medicinal e autismo: o que as famílias precisam saber antes de iniciar o tratamento

No Dia do Orgulho Autista, celebrado na última quarta-feira, 18 de junho, o debate sobre inclusão e respeito à neurodiversidade ganha um novo foco: a aplicação da cannabis medicinal como alternativa terapêutica no tratamento de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Segundo a neuropediatra Fernanda Moro, especialista em cannabis medicinal, a informação e a ciência são os principais aliados no combate ao preconceito que ainda cerca o tema.

Para entender melhor o assunto, a médica listou seis pontos essenciais para famílias que estão considerando a cannabis como parte do tratamento:

1. O primeiro passo é encontrar um médico especializado

A orientação inicial é buscar profissionais que já trabalham com prescrição de cannabis. Segundo a especialista, pesquisar nas redes sociais ou em associações de médicos prescritores pode ajudar a localizar profissionais alinhados com essa abordagem. Perguntar na hora do agendamento se o médico é prescritor também pode evitar perda de tempo.

2. Quando a decisão pelo tratamento costuma ser tomada

A escolha pela cannabis medicinal geralmente ocorre após tentativas frustradas com outras medicações ou em casos mais graves, como epilepsia ou atrasos importantes no desenvolvimento. Muitas vezes, a decisão vem de famílias bem informadas, que pesquisaram e entenderam o potencial do tratamento.

3. Como saber se o tratamento está funcionando

A evolução clínica pode ser medida por métodos científicos, como a redução da escala de gravidade do TEA. Além disso, relatos dos pais, terapeutas e até da própria criança indicam melhoras em aspectos como sono, comunicação, socialização e concentração.

4. O cuidado com a sobrecarga emocional da família

Para a médica, é fundamental dividir as responsabilidades do tratamento. Envolver outros membros da família, cuidadores e terapeutas no processo de decisão e acompanhamento ajuda a reduzir a sobrecarga emocional, especialmente das mães.

5. O que dizem os estudos recentes

Um dos avanços mais relevantes, segundo Fernanda Moro, é a descoberta de baixos níveis de anandamida — um endocanabinoide produzido naturalmente pelo corpo — em bebês que futuramente recebem o diagnóstico de autismo. Essa evidência reforça a relação entre o sistema endocanabinoide e o TEA, ampliando as perspectivas de uso da cannabis no tratamento.

6. Superando o preconceito com informação

A desinformação, segundo a especialista, ainda é o principal obstáculo. “É um absurdo causar dano ao paciente por falta de informação médica. Cannabis medicinal é uma estratégia terapêutica baseada em ciência”, afirma. Ela destaca que o medo do THC e o estigma associado ao uso recreativo da planta ainda geram resistência, mas que o avanço de estudos e o acompanhamento especializado têm mostrado segurança e eficácia no tratamento.

O Dia do Orgulho Autista reforça a necessidade de ampliar o debate sobre qualidade de vida, inclusão e acesso a tratamentos baseados em evidências científicas. Para muitas famílias, a cannabis medicinal tem se mostrado uma nova possibilidade no cuidado com o TEA.

Últimas Notícias

Descrição da imagem

Variedades • 14:03h • 27 de abril de 2026

Menos leitura, mais telas: o impacto silencioso na aprendizagem e no comportamento

Pesquisa aponta queda no hábito de ler no Brasil enquanto uso de dispositivos cresce; especialistas listam impactos e caminhos

Descrição da imagem

Saúde • 13:43h • 27 de abril de 2026

Canetas emagrecedoras: entenda quando o uso pode fazer mal à saúde

Sbem alerta para mercado ilegal e doenças como pancreatite

Descrição da imagem

Educação • 13:14h • 27 de abril de 2026

Mais de 80% reprovam na 2ª fase da OAB e aumentam busca por materiais estratégicos

Alto nível de exigência na etapa prático-profissional impulsiona procura por conteúdos organizados e atualizados para melhorar desempenho

Descrição da imagem

Economia • 12:30h • 27 de abril de 2026

Isenção para quem ganha R$ 5 mil vale para a declaração do IR 2026?

Resposta é: não. Contribuintes precisam prestar contas este ano

Descrição da imagem

Cultura e Entretenimento • 12:09h • 27 de abril de 2026

Palestra gratuita em Assis mostra como aplicar inteligência artificial nos negócios

Evento será realizado nesta quarta-feira, 29 de abril, às 19h, no auditório da ACIA

Descrição da imagem

Saúde • 11:37h • 27 de abril de 2026

Semana da Imunização: SP reforça alerta para vacinas contra gripe, febre amarela e sarampo

Imunização por meio de vacinação é a principal forma de prevenção e proteção coletiva diante de riscos de circulação de doenças imunopreviníveis

Descrição da imagem

Economia • 11:05h • 27 de abril de 2026

Restaurantes faturam mais em datas especiais, mas têm dificuldade para manter lucro no ano

Movimento em períodos como Dia das Mães cresce, mas margens seguem pressionadas e expõem falhas de gestão no setor

Descrição da imagem

Mundo • 10:48h • 27 de abril de 2026

IPVA está atrasado? Veja as opções para regularizar a situação

Entenda como funciona a regularização e em que situações não é necessário pagar multa

As mais lidas

Ciência e Tecnologia

Paralisação completa do 3I/Atlas intriga cientistas e realinhamento aponta para novo comportamento

Registros confirmados por observatórios independentes em três continentes mostram desaceleração em microetapas, parada total e ajuste direcional incomum, ampliando questionamentos sobre a natureza do visitante interestelar