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Educação • 13:14h • 18 de fevereiro de 2026

Seis estratégias para apoiar estudantes com epilepsia na sala de aula

Especialista aponta seis estratégias para reduzir barreiras cognitivas e fortalecer a inclusão em sala de aula

Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Lara Assessoria | Foto: Arquivo/Âncora1

Epilepsia pode afetar memória e atenção e impactar rendimento escolar
Epilepsia pode afetar memória e atenção e impactar rendimento escolar

A epilepsia atinge cerca de 50 milhões de pessoas no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde. No Brasil, a estimativa da Sociedade Brasileira de Epilepsia indica aproximadamente 2 milhões de pessoas convivendo com a condição, muitas delas em idade escolar. Além das crises convulsivas, a doença pode afetar memória, atenção e velocidade de processamento, impactando diretamente o desempenho acadêmico de crianças e adolescentes.

De acordo com a neuropedagoga Mara Duarte da Costa, diretora pedagógica da Rhema Neuroeducação, compreender os reflexos cognitivos da epilepsia é essencial para que a escola ofereça suporte adequado. Segundo ela, o desafio não está apenas no controle das crises, mas na construção de um ambiente inclusivo que favoreça a aprendizagem e preserve a autoestima do estudante.

Impactos vão além das crises

Estudos indicam que alunos com epilepsia apresentam maior propensão a dificuldades de aprendizagem. Mara Duarte explica que, muitas vezes, o preconceito e a ausência de estratégias pedagógicas adequadas ampliam essas barreiras.

A especialista ressalta que a condição pode gerar ansiedade e insegurança, afetando também o convívio social. Para ela, quando o professor compreende como a epilepsia influencia o ritmo de aprendizagem, consegue ajustar o planejamento e aplicar avaliações mais flexíveis sem comprometer o desenvolvimento acadêmico.

Rede de apoio é determinante

Mara Duarte defende que a inclusão depende da articulação entre escola, família e profissionais de diferentes áreas. Segundo ela, é fundamental enxergar o estudante além do diagnóstico, garantindo que o processo educacional seja mais justo e produtivo.

A partir dessa perspectiva, a neuropedagoga elenca seis recomendações práticas para apoiar alunos com epilepsia no cotidiano escolar:

  • Reconhecer sinais além das crises
    Quedas frequentes no rendimento, dificuldade de concentração e lapsos de memória podem estar relacionados à condição e merecem atenção.
  • Adaptar atividades e avaliações
    Planejamento flexível, uso de recursos visuais, reforço de instruções e tempo adicional em provas ajudam a reduzir impactos cognitivos.
  • Criar ambiente acolhedor
    Combater o estigma, promover diálogo com a turma e oferecer espaços tranquilos, com menos estímulos excessivos, favorece a aprendizagem.
  • Estimular a parceria família-escola
    Informações sobre frequência das crises, horários de medicação e necessidades específicas devem ser compartilhadas para alinhar estratégias pedagógicas.
  • Promover suporte interdisciplinar
    Acompanhamento de psicopedagogos, fonoaudiólogos e terapeutas pode contribuir para o desenvolvimento cognitivo e socioemocional.
  • Capacitar educadores
    Formações contínuas em neuroeducação ampliam o repertório pedagógico e fortalecem práticas inclusivas.

Para a especialista, a qualificação das equipes escolares é um passo essencial para garantir que estudantes com epilepsia tenham acesso pleno ao aprendizado e às oportunidades educacionais. A informação, aliada à sensibilidade pedagógica, é apontada como ferramenta central para reduzir barreiras e promover inclusão efetiva.

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