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Saúde • 15:12h • 11 de janeiro de 2026

Sarcopenia: critério mais rigoroso para diagnóstico da fraqueza dos músculos melhora prevenção

Com base em dados de 7.065 brasileiros com mais de 50 anos, pesquisadores defendem mudanças na nota de corte do teste usado para avaliar a força muscular, de forma a identificar a doença mais precocemente

Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações de Agência SP | Foto: Arquivo Âncora1

Com pontos de corte mais altos, a prevalência de sarcopenia provável quadruplicou (de 10,6% para 40,1%), a sarcopenia diagnosticada aumentou de 1,4% para 5% e a grave mais que dobrou, de 3,9% para 8,8%
Com pontos de corte mais altos, a prevalência de sarcopenia provável quadruplicou (de 10,6% para 40,1%), a sarcopenia diagnosticada aumentou de 1,4% para 5% e a grave mais que dobrou, de 3,9% para 8,8%

Pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) analisaram dados de mais de 7 mil brasileiros e concluíram que a adoção de critérios mais rigorosos para medir a força muscular pode aprimorar a triagem da sarcopenia, doença associada ao envelhecimento e caracterizada pela perda progressiva de massa e função muscular. Além de facilitar o diagnóstico precoce, o uso de pontos de corte mais elevados permite identificar antecipadamente o risco de morte relacionado aos diferentes estágios da condição.

A sarcopenia está associada à perda de funcionalidade em pessoas idosas, ao aumento do risco de quedas e à maior mortalidade. Segundo o consenso atualizado do European Working Group on Sarcopenia in Older People (EWGSOP2), a doença é classificada em três estágios: provável sarcopenia, quando há apenas redução da força muscular; sarcopenia, caracterizada pela diminuição da força e da massa muscular; e sarcopenia grave, que reúne perda de força, massa muscular e desempenho físico.

O estudo utilizou dados do Estudo Longitudinal de Saúde dos Idosos Brasileiros (ELSI-Brasil) e comparou a prevalência e os fatores associados à sarcopenia a partir de dois critérios distintos. O primeiro seguiu o padrão do EWGSOP2, que define baixa força muscular como força de preensão manual inferior a 27 kg para homens e 16 kg para mulheres. O segundo adotou pontos de corte mais altos — menos de 36 kg para homens e menos de 23 kg para mulheres — já associados à mortalidade em pesquisas anteriores.

De acordo com os pesquisadores, a força de preensão da mão é um método simples, prático e de baixo custo para rastrear a sarcopenia. A utilização de critérios mais rigorosos permite identificar a condição em estágios iniciais, aumentando as chances de reversão por meio de exercícios de fortalecimento muscular e alimentação adequada. Na avaliação dos dados, a adoção dos pontos de corte mais elevados incluiu mais de 2 mil pessoas na categoria de provável sarcopenia. Com isso, a prevalência desse estágio inicial passou de 10,6% para 40,1%. A sarcopenia aumentou de 1,4% para 5%, enquanto a forma grave mais que dobrou, passando de 3,9% para 8,8%.

Os autores destacam que há diversas propostas de pontos de corte para o diagnóstico da sarcopenia e que, no Brasil, os critérios internacionais do EWGSOP2 são os mais utilizados. No entanto, estudos anteriores do grupo já indicavam que os limites tradicionais podem dificultar a identificação do risco clínico. Em análises anteriores, os pontos de corte mais altos foram os únicos capazes de identificar risco de morte em todos os estágios da sarcopenia.

Outro achado relevante do estudo diz respeito à relação entre desnutrição e sarcopenia. Com a adoção dos critérios mais sensíveis, a associação entre desnutrição e sarcopenia grave tornou-se ainda mais evidente. Na amostra analisada, 41,5% dos participantes apresentavam risco nutricional e 10% já estavam desnutridos. Segundo os pesquisadores, a nutrição desempenha papel central na manutenção da saúde muscular, especialmente entre idosos, e critérios mais rigorosos ajudam a revelar com maior clareza esse impacto.

Como os mesmos indivíduos foram avaliados a partir dos dois critérios, os fatores clássicos associados à sarcopenia — como idade avançada, baixa renda e sedentarismo — permaneceram os mesmos. A principal diferença foi a capacidade dos pontos de corte mais elevados de identificar o risco da doença de forma mais precoce. Para os autores, os resultados reforçam a importância de que os critérios diagnósticos sejam definidos com base em desfechos clínicos relevantes, como a mortalidade, e não apenas em parâmetros estatísticos.


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