Saúde • 08:39h • 15 de janeiro de 2026
Saúde rodoviária: 4 em cada 10 brasileiros relatam mal-estar em viagens acima de 4 horas
Longos períodos sem pausas adequadas elevam riscos físicos e emocionais durante deslocamentos rodoviários, especialmente em períodos de grande fluxo
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Assessoria | Foto: Arquivo/Âncora1
O aumento das viagens rodoviárias no fim do ano reacende o alerta sobre os impactos à saúde física e mental de motoristas e passageiros nas estradas brasileiras. Com temperaturas elevadas e congestionamentos que, em grandes eixos rodoviários, podem ultrapassar seis horas, cresce a incidência de mal-estar, desidratação, estresse e crises de ansiedade. Em um país onde mais de 70% dos deslocamentos são feitos por rodovias, o fluxo de veículos chega a aumentar até 40% em feriados prolongados, ampliando os riscos associados a trajetos longos.
Dados do setor indicam que viagens com duração superior a quatro horas aumentam em até cinco vezes a ocorrência de sintomas como fadiga, tontura e dores musculares, além de agravarem quadros de ansiedade e hipertensão. A permanência prolongada na mesma posição, somada ao calor, ao ruído constante e à tensão do trânsito, afeta não apenas quem dirige, mas também passageiros, especialmente idosos e pessoas com condições de saúde pré-existentes. A ausência de pausas regulares, a hidratação insuficiente e a alimentação inadequada são fatores que contribuem para o esgotamento do organismo ao longo do trajeto.
Nesse contexto, cresce a preocupação de empresas e instituições de saúde com o bem-estar em deslocamentos de longa duração. O tema vem ganhando espaço no setor de saúde corporativa e no transporte rodoviário, impulsionando a adoção de programas preventivos e protocolos voltados à redução de riscos durante as viagens.
Prevenção é a solução
Para Marcelo Augusto Okamura, diretor de Growth Emergency do Grupo MED+, o cuidado preventivo precisa ser tratado como prioridade. Segundo ele, o planejamento de uma viagem deve começar com avaliação médica, capaz de identificar riscos e orientar tratamentos adequados. A falta de acompanhamento regular, especialmente em pessoas com doenças cardiovasculares, está entre os principais fatores associados a emergências durante deslocamentos prolongados.
A preocupação reflete uma tendência mais ampla no país, marcada pelo avanço da medicina preventiva e por ações voltadas à promoção do bem-estar físico e emocional, em um cenário de retomada intensa das viagens rodoviárias após o período pandêmico. Empresas de transporte, seguradoras e operadoras de saúde já começam a responder a essa demanda com iniciativas como protocolos de pausas obrigatórias, campanhas de hidratação e programas de suporte médico remoto.
A integração entre tecnologia e medicina preventiva vem criando um novo modelo de atenção ao viajante, conectando mobilidade e saúde de forma mais prática e mensurável. Especialistas apontam que esse movimento tende a se consolidar, ao reconhecer que a jornada faz parte da experiência de bem-estar e segurança, não apenas um intervalo entre origem e destino.
Com o fortalecimento dessas iniciativas, o debate sobre saúde rodoviária ganha relevância nacional. Em um país fortemente dependente do transporte por estradas, tratar a prevenção como parte do planejamento das viagens torna-se um passo essencial para reduzir riscos, preservar a saúde e promover uma mobilidade mais consciente.
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