Saúde • 08:56h • 20 de março de 2026
Saúde entra em alerta com alta de sarampo nas Américas
Em dois meses de 2026, continente teve metade dos casos de 2025
Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações de Agência Brasil | Foto: Arquivo Âncora1
O Brasil está em alerta máximo diante do aumento de casos de sarampo em países das Américas. Segundo o diretor do Programa Nacional de Imunizações (PNI), Eder Gatti, medidas de prevenção e controle estão sendo intensificadas para manter o país livre da doença.
Em 2025, foram registrados 14.891 casos de sarampo em 14 países do continente, com 29 mortes. Já em 2026, até o dia 5 de março, foram confirmadas 7.145 infecções.
No Brasil, o primeiro caso do ano foi identificado recentemente em uma bebê de 6 meses, na cidade de São Paulo. A infecção foi contraída durante uma viagem à Bolívia, que enfrenta um surto da doença.
No ano passado, o país registrou 38 casos. Apesar disso, o Brasil ainda mantém o status de área livre do sarampo, recuperado em 2024, já que não há transmissão contínua dentro do território.
De acordo com o Ministério da Saúde, a principal estratégia para evitar novos surtos é a vacinação. A orientação é manter a cobertura vacinal elevada e reforçar ações em regiões com baixa adesão. Campanhas também vêm sendo realizadas em áreas de fronteira.
O calendário do Sistema Único de Saúde prevê duas doses da vacina contra o sarampo: a primeira aos 12 meses, com a tríplice viral, e a segunda aos 15 meses, com a tetraviral. Em 2025, 92,5% dos bebês receberam a primeira dose, mas apenas 77,9% completaram o esquema no prazo adequado. Pessoas de até 59 anos sem comprovação de vacinação devem se imunizar.
As autoridades de saúde também mantêm vigilância ativa sobre casos suspeitos. Em 2025, foram notificadas 3.818 suspeitas, enquanto em 2026, até o fim de janeiro, foram 27 registros.
Quando um caso suspeito é identificado, equipes de saúde iniciam o chamado bloqueio vacinal, que consiste em vacinar todas as pessoas que tiveram contato com o paciente, além de investigar possíveis novos casos. Também é realizada busca ativa na região, com visitas domiciliares e checagem em unidades de saúde e laboratórios.
Se a infecção é confirmada, o paciente e a comunidade seguem monitorados por até três meses. Caso seja descartada, as ações são encerradas.
Em situações de risco, bebês entre 6 meses e 1 ano podem receber a chamada “dose zero” da vacina, como forma de proteção antecipada, mas ainda precisam cumprir o calendário regular posteriormente.
Outro ponto de atenção são as viagens internacionais. Países como Estados Unidos, México e Canadá enfrentam aumento de casos e devem receber grande fluxo de turistas em eventos esportivos, o que pode facilitar a disseminação do vírus.
Diante desse cenário, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) tem reforçado orientações sobre vacinação em aeroportos e portos.
Internamente, o Brasil também enfrenta desafios por ser um destino turístico e ter extensas fronteiras terrestres, com grande circulação de pessoas. Por isso, especialistas reforçam a importância de manter altas coberturas vacinais e vigilância constante para evitar a reintrodução do sarampo no país.
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