Saúde • 10:35h • 25 de maio de 2026
Saúde de SP intensifica monitoramento e vigilância contra o ebola no estado
Risco de doença chegar ao Brasil é baixo
Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações de Agência Brasil | Foto: Arquivo Âncora1
A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo reforçou na última quinta-feira (21) as orientações à rede estadual sobre os protocolos de identificação, notificação, isolamento e atendimento de casos suspeitos de ebola no estado.
A medida ocorre após a Organização Mundial da Saúde (OMS) contabilizar quase 600 casos suspeitos e 139 mortes relacionadas a surtos da doença registrados na República Democrática do Congo e em Uganda, na África.
Segundo a pasta, o risco de o vírus chegar ao Brasil é considerado baixo. Entre os fatores apontados estão a ausência de transmissão local na América do Sul, a inexistência de voos diretos entre as regiões afetadas e o continente sul-americano, além da forma de transmissão da doença, que ocorre por contato direto com sangue, secreções e outros fluidos corporais de pessoas infectadas e sintomáticas.
Mesmo assim, a Secretaria da Saúde orientou que os serviços de saúde mantenham atenção redobrada para pacientes com febre e histórico de viagem, nos últimos 21 dias, para áreas com circulação do vírus.
De acordo com a coordenadora de Saúde da Coordenadoria de Controle de Doenças, Regiane de Paula, o estado mantém protocolos de prevenção e resposta preparados para possíveis ocorrências.
Estado mantém protocolos e unidades de referência
Segundo a secretaria, São Paulo conta com vigilância ativa, equipes capacitadas e unidades de referência para identificação, notificação e atendimento de casos suspeitos, especialmente por concentrar grande fluxo internacional de viajantes.
Até o momento, 51 casos foram oficialmente confirmados em duas províncias ao norte da República Democrática do Congo. Ainda assim, a própria OMS admite que o surto pode ser maior do que os números já registrados.
Os sintomas do ebola costumam surgir de forma repentina e incluem febre alta, dor de cabeça intensa, dores musculares, fadiga, náuseas, vômitos, diarreia e dor abdominal. Em situações mais graves, a doença pode evoluir para hemorragias, choque e falência múltipla de órgãos. O período de incubação varia entre dois e 21 dias.
No estado de São Paulo, casos suspeitos devem ser comunicados imediatamente à Vigilância Epidemiológica municipal e ao Centro de Vigilância Epidemiológica estadual. Caso seja necessária remoção de pacientes, o atendimento deverá ser realizado pelo Grupo de Resgate e Atendimento às Urgências e Emergências (GRAU).
O Instituto de Infectologia Instituto Emílio Ribas, na capital paulista, é a unidade estadual de referência para atendimento de casos suspeitos ou confirmados da doença.
Atualmente, não existem vacinas licenciadas nem tratamentos específicos aprovados para a cepa Bundibugyo, responsável pelos surtos recentes. As vacinas disponíveis foram desenvolvidas para a cepa Zaire e ainda não possuem eficácia comprovada contra a variante em circulação.
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