Saúde • 12:05h • 20 de maio de 2026
Resistência à insulina cresce entre brasileiros e pode passar despercebida por anos
Especialista alerta que sintomas frequentemente atribuídos à falta de disciplina podem indicar alteração metabólica silenciosa
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | via Assessoria | Foto: Arquivo/Âncora1
Vontade frequente de comer doce, fome pouco tempo após as refeições, cansaço ao longo do dia e dificuldade para perder peso podem ser sinais de resistência à insulina, condição metabólica considerada mais comum do que muitas pessoas imaginam. O problema ocorre quando o organismo passa a responder de forma inadequada à ação da insulina, hormônio responsável por ajudar a glicose a entrar nas células e gerar energia.
Segundo a médica Mariana Wogel, especialista em Nutrologia, muitos pacientes convivem com os sintomas durante anos sem perceber que existe uma alteração metabólica associada ao quadro. “A maioria das mulheres que eu atendo e que tem dificuldade com doce acha que o problema é falta de disciplina, mas, na verdade, a maior parte delas tem um problema metabólico que ainda não foi detectado”, afirma.
A resistência à insulina faz com que a glicose permaneça circulando por mais tempo no sangue, enquanto as células recebem menos energia de forma eficiente. Esse desequilíbrio pode levar o organismo a estimular mais fome e desejo por carboidratos e açúcar.
De acordo com a especialista, o cérebro interpreta a dificuldade de aproveitamento da glicose como uma necessidade de reposição rápida de energia, o que ajuda a explicar episódios frequentes de vontade intensa de comer doces.
Sinais além do doce e açúcar
Além do desejo por açúcar, outros sinais podem indicar atenção para o quadro. Entre eles estão fome logo após comer, dificuldade para emagrecer, aumento de gordura abdominal, queda de energia ao longo do dia e episódios de compulsão alimentar em horários específicos.
A médica ressalta que os sintomas isoladamente não confirmam diagnóstico, mas podem indicar a necessidade de avaliação médica e nutricional. Em muitos casos, a resistência à insulina é descoberta durante exames de rotina ou investigações relacionadas ao ganho de peso, alterações hormonais ou dificuldade persistente de controle alimentar.
Consequências e tratamentos
Sem tratamento adequado, o quadro pode aumentar o risco de obesidade, diabetes tipo 2 e outras alterações metabólicas. O problema também costuma estar associado a fatores como sedentarismo, alimentação rica em ultraprocessados, sono inadequado e níveis elevados de estresse.
O tratamento normalmente envolve mudanças no estilo de vida, com ajustes alimentares, prática regular de atividade física, organização da rotina e, em alguns casos, uso de medicamentos prescritos após avaliação médica.
Segundo Mariana Wogel, um dos principais erros é transformar os sintomas em culpa pessoal sem investigar possíveis causas metabólicas. “Uma pessoa não precisa se sentir fraca por desejar doce. Em muitos casos, o corpo está pedindo socorro de um jeito que ainda não foi reconhecido”, afirma.
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