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Saúde • 11:29h • 17 de outubro de 2025

Resistência a antibióticos avança e ameaça eficácia dos tratamentos, alerta OMS

Relatório global mostra que uma em cada seis infecções bacterianas já é resistente e aponta aumento de até 15% ao ano entre 2018 e 2023

Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações do CFF | Foto: Arquivo Âncora1

A OMS alertou que a resistência antimicrobiana está avançando mais rápido do que os progressos da medicina moderna, ameaçando a saúde das famílias em todo o mundo.
A OMS alertou que a resistência antimicrobiana está avançando mais rápido do que os progressos da medicina moderna, ameaçando a saúde das famílias em todo o mundo.

Uma em cada seis infecções bacterianas registradas no mundo mostrou resistência a antibióticos, segundo dados do Sistema Global de Vigilância da Resistência e do Uso de Antimicrobianos (Glass), divulgados na segunda-feira (13) pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Entre 2018 e 2023, mais de 40% das combinações entre bactérias e antibióticos monitoradas apresentaram aumento de resistência, com crescimento anual entre 5% e 15%.

A OMS alertou que a resistência antimicrobiana está avançando mais rápido que os avanços da medicina, ameaçando a eficácia dos tratamentos e a saúde pública global. A entidade defende o uso racional de antibióticos, mais investimentos em diagnósticos, vacinas e medicamentos novos, e o fortalecimento dos sistemas de prevenção e tratamento em todo o mundo.

O problema é mais grave no Sudeste Asiático e no Mediterrâneo Oriental, onde uma em cada três infecções é resistente. Na África, a taxa é de uma em cada cinco. A situação é mais crítica em países com sistemas de saúde frágeis, que têm dificuldades para identificar e tratar infecções bacterianas.

As bactérias gram-negativas, como Escherichia coli e Klebsiella pneumoniae, são as mais preocupantes. Mais de 40% das cepas de E. coli e 55% das de K. pneumoniae são resistentes às cefalosporinas de terceira geração, antibióticos de primeira linha. Em alguns países africanos, essa taxa ultrapassa 70%. Antibióticos importantes, como carbapenêmicos e fluoroquinolonas, também estão perdendo eficácia, o que reduz as opções de tratamento e obriga o uso de medicamentos mais caros e difíceis de obter.

No Brasil, as infecções da corrente sanguínea são destaque. O Staphylococcus aureus foi o patógeno mais comum (36,9% dos casos), e mais da metade das cepas (52,8%) era resistente à meticilina. Klebsiella pneumoniae e E. coli também tiveram alta prevalência, com resistência significativa a antibióticos como imipenem (41,1%) e cefalosporinas (34,6%). Nas infecções urinárias, a E. coli mostrou resistência elevada ao cotrimoxazol (46,8%) e às fluoroquinolonas (37,5%).

O relatório analisou dados de 104 países sobre 22 antibióticos usados em diferentes tipos de infecções. Apesar de o número de países participantes do Glass ter quadruplicado desde 2016, metade ainda não possui sistemas de vigilância robustos.

A OMS reforçou que conter a resistência antimicrobiana é um desafio urgente. Em 2024, a Assembleia Geral da ONU aprovou uma declaração política sobre o tema, com metas até 2030 para fortalecer os sistemas de saúde e integrar ações nos setores humano, animal e ambiental.

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