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Saúde • 12:33h • 11 de outubro de 2025

Redes sociais não substituem médicos: os perigos da desinformação em saúde

Pesquisa revela que mais da metade dos brasileiros recorre a redes sociais para se informar sobre doenças

Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações do CFF | Foto: Arquivo Âncora1

Em tempos de informação instantânea, a mensagem é clara: redes sociais podem informar, mas não substituem o conhecimento técnico e a experiência de profissionais de saúde.
Em tempos de informação instantânea, a mensagem é clara: redes sociais podem informar, mas não substituem o conhecimento técnico e a experiência de profissionais de saúde.

Mais da metade dos brasileiros (53%) recorre às redes sociais para obter informações sobre saúde e doenças, segundo pesquisa do Datafolha. Entre os jovens, o índice sobe para 66%. Apesar da popularidade dessas plataformas, o estudo mostra que hospitais, clínicas e médicos de confiança ainda lideram como fontes de informação confiáveis, com 42% e 41% das respostas, respectivamente.

Especialistas alertam que depender de redes sociais para orientação sobre saúde pode ter consequências graves. Informações incorretas ou superficiais podem atrasar diagnósticos, comprometer tratamentos e alimentar preconceitos sobre doenças crônicas. "Há um alto nível de desinformação, especialmente sobre condições como obesidade e Alzheimer", afirma Luciana Chong, diretora do Instituto Datafolha.

O levantamento revelou que 45% dos brasileiros acreditam que pessoas com obesidade não emagrecem por falta de "força de vontade", enquanto 26% pensam que, ao perder peso, não precisam mais de acompanhamento médico. Esses dados refletem equívocos que podem prejudicar a saúde pública, atrasando intervenções que combinam alimentação, exercícios, tratamento medicamentoso e apoio psicológico.

A desinformação também atinge doenças neurodegenerativas, como Alzheimer. Mais da metade dos entrevistados (68%) considera que a perda de memória é natural do envelhecimento, enquanto 53% acreditam que a doença afeta apenas a memória. No Brasil, apenas 20% das doenças neurodegenerativas são diagnosticadas precocemente, segundo David Ricks, CEO da farmacêutica Eli Lilly.

O impacto desse atraso no diagnóstico é significativo: o tratamento de doenças crônicas em estágios avançados demanda mais recursos. Entre 2022 e 2024, o orçamento destinado à atenção especializada saltou de R$ 60,1 bilhões para R$ 93,9 bilhões, de acordo com o Ministério da Saúde.

Profissionais de saúde, como farmacêuticos, médicos e nutricionistas, desempenham papel central na prevenção, diagnóstico e tratamento de doenças crônicas. Além de orientar sobre medicações, eles ajudam a desmistificar informações incorretas e a guiar pacientes em cuidados contínuos, essenciais para o controle de condições como obesidade, diabetes, câncer e Alzheimer.

Mozart Sales, secretário de Atenção Especializada à Saúde, destaca a necessidade de políticas públicas focadas em prevenção: "Nosso sistema ainda é muito voltado para o tratamento agudo. Precisamos entender a doença crônica e o envelhecimento da população para reduzir custos e salvar vidas."

Em tempos de informação instantânea, a mensagem é clara: redes sociais podem informar, mas não substituem o conhecimento técnico e a experiência de profissionais de saúde. Buscar orientação confiável é fundamental para garantir diagnóstico correto, tratamento eficaz e qualidade de vida.

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