Educação • 09:05h • 06 de janeiro de 2026
Rede estadual de SP aposta em OCR para agilizar correção de redações em 2026
Ferramenta digitaliza textos manuscritos, facilita correção e incentiva a produção escrita na rede estadual de ensino
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações do Governo de SP | Foto: Arquivo/Âncora1
A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) passa a implantar, a partir de 2026, a tecnologia de reconhecimento óptico de caracteres (OCR) como apoio à produção e correção de redações na rede estadual. A ferramenta permitirá a digitalização de textos manuscritos, convertendo automaticamente a escrita cursiva dos estudantes em conteúdo digital.
Na prática, professores poderão fotografar as redações escritas à mão, e o sistema fará a transcrição do texto, agilizando a leitura, a correção e a devolutiva pedagógica. A medida busca otimizar o tempo do docente, ampliar o acompanhamento individual da aprendizagem e estimular a produção textual dos alunos ao longo do ano letivo.
A tecnologia foi testada em um projeto-piloto no segundo semestre de 2025, com a participação de 79,8 mil estudantes do 7º ano do Ensino Fundamental, distribuídos em 115 escolas da capital paulista e da região metropolitana. Com os resultados obtidos, a Seduc-SP decidiu ampliar o uso do OCR em 2026 para os anos finais do Ensino Fundamental e para o Ensino Médio.
Segundo a secretaria, o uso do recurso não substitui a escrita manual, mas atua como ferramenta de apoio pedagógico, preservando o processo de aprendizagem da escrita cursiva e, ao mesmo tempo, integrando a produção textual ao ambiente digital utilizado pelas escolas.
Reconhecimento internacional da Redação Paulista
A experiência da rede estadual paulista com o uso de tecnologia no ensino de redação também ganhou projeção internacional. A plataforma Redação Paulista foi apresentada durante a abertura do Microsoft Ignite, principal conferência anual de tecnologia da Microsoft, realizada em novembro de 2025.
Na ocasião, Judson Althoff, CEO da Divisão Comercial da Microsoft, exibiu um vídeo com a rotina pedagógica da Escola Estadual Marechal Carlos Machado Bitencourt, em Guarulhos, destacando o uso da plataforma no apoio à produção e à correção de textos nas aulas de língua portuguesa.
A apresentação evidenciou o uso de assistentes virtuais de correção com inteligência artificial, desenvolvidos em parceria com a Seduc-SP, que auxiliam professores na análise das redações e ampliam o número de textos produzidos pelos estudantes ao longo do ano.
Para a secretaria, o reconhecimento reforça a estratégia de uso da tecnologia como instrumento pedagógico em larga escala, sem substituir o papel do professor, mas ampliando sua capacidade de acompanhamento e intervenção no processo de aprendizagem.
Escrita, tecnologia e aprendizagem
Com a adoção do OCR, a rede estadual busca equilibrar o desenvolvimento da escrita tradicional com o uso de ferramentas digitais, aproximando a escola das linguagens contemporâneas sem abrir mão das competências fundamentais da alfabetização e da produção textual.
A expectativa da Seduc-SP é que a nova tecnologia contribua para aumentar a frequência de produção de redações, melhorar a qualidade das devolutivas pedagógicas e fortalecer a formação leitora e escritora dos estudantes da rede pública paulista.
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