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Responsabilidade Social • 14:37h • 24 de setembro de 2025

Recolocação de profissionais PCDs no mercado precisa ir além das cotas

Especialistas apontam que a Lei de Cotas é importante, mas insuficiente para garantir inclusão plena; cultura organizacional deve ser o diferencial

Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da MXP Assessoria | Foto: Arquivo/Âncora1

Inclusão de PCDs no mercado ainda depende de mudança cultural além das cotas
Inclusão de PCDs no mercado ainda depende de mudança cultural além das cotas

A recolocação de pessoas com deficiência (PCDs) no mercado de trabalho segue sendo um desafio, mesmo com o avanço de legislações como a Lei de Cotas (Lei nº 8.213/1991). No contexto do Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, especialistas reforçam que ainda há barreiras significativas que limitam o acesso desses profissionais a oportunidades dignas, valorização salarial e cargos de liderança.

Segundo o Censo 2022 do IBGE, o Brasil tem 14,4 milhões de pessoas com deficiência, o equivalente a 7,3% da população com dois anos de idade ou mais. Desse universo, dados do Ministério do Trabalho e Emprego mostram que cerca de 618 mil PCDs trabalham com carteira assinada, sendo 93% contratados por meio da Lei de Cotas. Apesar de necessária, a norma ainda não garante plena inclusão, já que a presença de PCDs no mercado formal é bastante inferior à média nacional. Enquanto 60,7% da população sem deficiência está empregada, entre os PCDs a taxa cai para 26,6%, sendo que 55% atuam de forma informal.

A especialista em recolocação profissional Maria Emilia Leme explica que, embora a lei seja um avanço, o problema central é cultural: “As contratações ainda estão muito voltadas apenas ao cumprimento da legislação. Para mudar esse cenário, as empresas precisam investir em inclusão real, com políticas de valorização e respeito às singularidades.”

Barreiras além do acesso ao emprego

O nível educacional é uma das principais barreiras. De acordo com a PNAD 2022, apenas 7% das pessoas com deficiência concluíram o Ensino Superior, contra 20,9% das pessoas sem deficiência. Essa diferença impacta diretamente na inserção em cargos qualificados e na remuneração: os PCDs chegam a ganhar 30% menos que os profissionais sem deficiência.

A desigualdade também se reflete em oportunidades de crescimento. A pesquisa “Radar da Inclusão: Mapeando a empregabilidade de pessoas com deficiência”, da Talento Incluir, mostra que 84% dos profissionais PCDs não ocupam cargos de liderança. Além disso, 63% nunca receberam uma promoção, mesmo após mais de três anos na mesma empresa.

Inclusão como diferencial competitivo

Para Maria Emilia, o mercado já observa uma postura mais ativa dos profissionais PCDs, com maior exposição de competências em redes como o LinkedIn, mas as empresas ainda precisam romper preconceitos e criar ambientes inclusivos. “É preciso ir além das cotas. A verdadeira inclusão só acontece quando existe investimento em cultura organizacional, políticas de diversidade e valorização de talentos. Esse é um diferencial que impacta não apenas os profissionais, mas também fortalece a marca empregadora”, afirma.

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