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Mundo • 10:44h • 19 de março de 2026

Quedas de energia crescem e já atingem 95% dos brasileiros

Pesquisa aponta clima extremo, sobrecarga e infraestrutura antiga como principais causas das quedas de energia no país

Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Conversion Assessoria | Foto: Divulgação

42% dos brasileiros acreditam que apagões devem aumentar nos próximos anos
42% dos brasileiros acreditam que apagões devem aumentar nos próximos anos

O aumento das quedas de energia no Brasil já é percebido pela população e deve se intensificar nos próximos anos. É o que indica uma pesquisa da Descarbonize Soluções, segundo a qual 42% dos brasileiros acreditam que a frequência de apagões tende a crescer. O levantamento também mostra que 95% dos entrevistados enfrentaram ao menos uma interrupção no fornecimento elétrico no último ano.

Dados do Ministério de Minas e Energia reforçam esse cenário. Apenas no primeiro semestre de 2025, foram registradas 22 ocorrências de blecautes no sistema elétrico nacional, quase o dobro das 13 registradas no mesmo período de 2024. Em outubro do ano passado, um incêndio em uma subestação no Paraná provocou um apagão que afetou todos os estados e o Distrito Federal.

Entre os principais fatores apontados pela população estão eventos climáticos intensos, citados por 75% dos entrevistados, seguidos por sobrecarga no consumo de energia, com 53%, e infraestrutura antiga ou com pouca manutenção, mencionada por 52%.


Os impactos das quedas de energia vão além do desconforto. Segundo a pesquisa, 68% dos brasileiros relatam interrupção do trabalho durante apagões, 58% apontam prejuízos em atividades de lazer e 56% enfrentam dificuldades em tarefas domésticas. Além disso, parte da população convive com ocorrências frequentes: 38% relataram entre três e cinco apagões no último ano, enquanto 13% enfrentaram mais de 10 episódios.

Diante dessas situações, a maioria recorre a soluções improvisadas. Cerca de 81% utilizam velas ou lanternas, enquanto 33% preferem aguardar o retorno da energia. Outros 23% já utilizam equipamentos como nobreaks e power banks para manter dispositivos funcionando.


A percepção crescente de risco tem impulsionado o interesse por alternativas de autonomia energética. Entre as soluções mais desejadas estão sistemas de energia solar com baterias integradas, citados por 78% dos entrevistados, além da instalação de baterias independentes e melhorias na rede elétrica residencial.

Especialistas apontam que o uso de baterias de armazenamento pode reduzir impactos de interrupções, especialmente quando associado à geração de energia solar. Esses sistemas permitem armazenar energia para uso em momentos de queda no fornecimento ou em períodos de maior consumo.


A vida útil das baterias varia conforme a tecnologia e o uso, podendo ir de dois a 20 anos. Já a autonomia depende da capacidade de armazenamento e da quantidade de equipamentos conectados, sendo uma solução mais eficiente quando dimensionada de acordo com a demanda de cada imóvel.

No caso de residências e empresas, o uso dessas tecnologias pode minimizar prejuízos, como perda de alimentos, danos a equipamentos e interrupção de atividades produtivas. No comércio, especialmente em setores como alimentação e serviços, a continuidade da energia pode evitar perdas financeiras imediatas.

O cenário aponta para um aumento da preocupação com segurança energética no país, impulsionado por eventos climáticos, crescimento do consumo e desafios estruturais do sistema elétrico. A busca por soluções alternativas tende a crescer à medida que as quedas de energia se tornam mais frequentes.

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