Saúde • 08:08h • 02 de março de 2026
Quebra de patente do Mounjaro pode ser votada na Câmara nos próximos dias
Projeto autoriza produção por outras empresas mediante pagamento de taxa; medida pode movimentar setor farmacêutico e logística refrigerada
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Conteúdo Assessoria | Foto: Divulgação
A Câmara dos Deputados pode votar nos próximos dias o Projeto de Lei 68/2026, que propõe a quebra de patente das canetas emagrecedoras Mounjaro e Zepbound. A proposta permite que outras empresas produzam os medicamentos mediante pagamento de taxa aos detentores da patente, sob o argumento de interesse público no enfrentamento da obesidade.
O tema é considerado sensível dentro da indústria farmacêutica. Enquanto parte dos defensores aponta possibilidade de ampliação do acesso e redução de preços, críticos alertam para impactos na exclusividade e na dinâmica de inovação do setor.
Mercado bilionário
Segundo o relatório Tendências Farma 2026, da Mintel, as canetas foram responsáveis pelo crescimento expressivo da categoria obesidade/diabetes. Entre agosto de 2024 e agosto de 2025, o segmento movimentou R$ 13,2 bilhões no Brasil.
Com a eventual entrada de novos fabricantes, a expectativa é de aumento de oferta e expansão do mercado, o que pode aquecer diferentes áreas da cadeia produtiva.

Impacto logístico
Um dos setores diretamente impactados é o de armazenamento e transporte. As canetas são medicamentos termolábeis, que precisam ser mantidos entre 2ºC e 8ºC, com monitoramento contínuo desde a saída da fábrica até o destino final.
Segundo Ricardo Canteras, diretor Operacional e de Tecnologia da Temp Log, o crescimento da demanda amplia a complexidade da chamada “última milha”, etapa final da cadeia logística.
Ele explica que o transporte pode ser feito por controle ativo, quando o veículo possui sistema de refrigeração automática, ou por controle passivo, com embalagens térmicas e elementos refrigerantes. A escolha depende do volume e da distância percorrida.
Rastreabilidade e segurança
Especialistas destacam que medicamentos sensíveis exigem rastreabilidade completa, controle rigoroso de temperatura e garantia de procedência. Falhas nesse processo podem comprometer a eficácia e a segurança do produto.
Com a possível ampliação da produção e distribuição, empresas do setor devem investir em adequação tecnológica, equipamentos e monitoramento para atender à demanda crescente sem comprometer padrões sanitários.
A proposta ainda depende de votação e pode sofrer alterações durante a tramitação. Caso aprovada, a medida tende a gerar efeitos em toda a indústria farmacêutica, da fabricação à entrega final ao consumidor.
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