Saúde • 18:29h • 19 de abril de 2026
Quando o gás passa do normal? Sintoma pode indicar algo mais sério
Sintoma comum pode estar ligado a alimentação, hábitos ou doenças do sistema digestivo
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Experta Media | Foto: Reprodução
A presença de gases no organismo é um processo natural da digestão, resultado da fermentação dos alimentos no sistema digestivo. No entanto, quando ocorre em excesso, pode deixar de ser apenas um desconforto e passar a indicar possíveis problemas de saúde, especialmente quando associado a outros sintomas.
A eliminação de gases, seja por arrotos ou flatos, é considerada normal dentro de uma média diária. Estima-se que uma pessoa libere entre 13 e 21 episódios por dia. Quando esse número é ultrapassado e surgem sinais como distensão abdominal, dores no abdômen ou no tórax, sensação de barriga rígida, falta de ar e mal-estar, é necessário investigar a causa.
Sinais de alerta e possíveis causas
De acordo com especialistas, sintomas como dor abdominal persistente, presença de sangue nas fezes, alterações no hábito intestinal, perda de peso sem causa aparente, náuseas e vômitos recorrentes são indicativos de que o quadro precisa de avaliação médica. Nesses casos, exames como colonoscopia ou ecoendoscopia podem ser recomendados para identificar a origem do problema.
A gastroenterologista Aline Casado explica que a maior parte dos gases é produzida pela ação de bactérias no intestino grosso durante a fermentação dos alimentos. Esse processo gera substâncias como hidrogênio, metano e dióxido de carbono, sendo o odor característico relacionado à presença de compostos sulfurados.
O excesso de gases pode ter diferentes origens. Entre as causas mais comuns estão hábitos como falar durante as refeições, mascar chiclete, fumar, ingerir bebidas gaseificadas e comer rapidamente. A chamada aerofagia, que é a ingestão excessiva de ar, também contribui para o aumento da produção de gases.
Além disso, o sintoma pode estar associado a condições clínicas como constipação intestinal, intolerâncias alimentares, doença celíaca, gastroenterites, disbiose e síndrome do intestino irritável.
Alimentação e cuidados no dia a dia
Certos alimentos são mais propensos à fermentação e podem intensificar a produção de gases. Entre eles estão leguminosas, como feijão, lentilha e grão-de-bico; vegetais como brócolis, couve-flor e repolho; além de alimentos ricos em lactose, fibras, amido e adoçantes como sorbitol e frutose.
A médica Clarisse Bezerra destaca que o uso frequente de medicamentos como antibióticos e antiácidos também pode alterar a flora intestinal, favorecendo o aumento da produção de gases.
Para reduzir o desconforto, recomenda-se manter uma alimentação equilibrada, mastigar bem os alimentos, evitar excessos e observar possíveis intolerâncias. Quando os sintomas persistem ou se intensificam, a orientação é procurar avaliação médica para diagnóstico adequado.
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