Educação • 15:19h • 30 de julho de 2026
Projeto quer criar espaços gratuitos para acolher crianças enquanto pais estudam ou trabalham à noite
Programa do MEC prevê a implantação de até 50 cuidotecas em universidades federais para atender filhos de estudantes, servidores e trabalhadores durante o período noturno
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Agência Brasil | Foto: Divulgação
Conciliar estudos ou trabalho com os cuidados dos filhos ainda é um dos principais desafios enfrentados por milhares de famílias brasileiras, especialmente por mulheres. Para ajudar a reduzir esse obstáculo, o Ministério da Educação (MEC) lançou uma iniciativa que prevê a criação de cuidotecas em universidades federais, espaços destinados ao acolhimento gratuito de crianças enquanto seus responsáveis estudam ou trabalham nos campi.
Ao todo, a chamada pública pretende selecionar até 50 universidades federais para implantar as unidades, que atenderão crianças de 3 a 12 anos em ambientes preparados para oferecer segurança, acolhimento e atividades educativas.
Apoio para quem precisa conciliar trabalho, estudo e maternidade
A proposta integra o Plano Nacional de Cuidados do governo federal e foi desenvolvida em parceria entre o MEC e o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS).
As cuidotecas serão destinadas aos filhos de estudantes, professores, servidores técnico-administrativos e trabalhadores terceirizados que frequentam os campi no período noturno. Dependendo da necessidade da instituição, o atendimento também poderá ocorrer aos fins de semana, feriados e durante as férias escolares.
O objetivo é oferecer um ambiente seguro para as crianças enquanto seus responsáveis desenvolvem atividades acadêmicas ou profissionais.
Estrutura contará com profissionais e materiais educativos
Cada cuidoteca poderá atender até 40 crianças simultaneamente.
Os recursos federais poderão ser utilizados para aquisição de mobiliário infantil, brinquedos, materiais pedagógicos, equipamentos de acessibilidade e segurança, além da contratação de profissionais, como coordenadores, pedagogos e agentes de cuidados.
Também será possível custear despesas relacionadas à alimentação, limpeza e manutenção dos espaços durante os primeiros 12 meses de funcionamento.
Em contrapartida, as universidades deverão disponibilizar um ambiente físico adequado para a implantação das unidades.
Medida busca ampliar a permanência no ensino superior
Embora a chamada seja destinada exclusivamente às universidades federais, a iniciativa chama atenção por abordar uma dificuldade comum em diferentes regiões do país: a necessidade de apoio para que estudantes com filhos consigam permanecer na universidade ou concluir a formação.
Especialistas em educação apontam que a ausência de políticas de cuidado infantil é um dos fatores que contribuem para a evasão acadêmica, principalmente entre mulheres que conciliam maternidade, estudos e trabalho.
As universidades federais interessadas têm prazo até sábado, 1º de agosto, para apresentar suas propostas ao Ministério da Educação.
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