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Responsabilidade Social • 16:10h • 03 de novembro de 2025

Projeto brasileiro treina cães para detectar câncer com precisão de até 98%

Iniciativa apoiada pela Royal Canin e pela Sociedade Franco-Brasileira de Oncologia usa olfato canino para identificar precocemente alterações em amostras humanas

Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Assessoria de Imprensa Inpress | Foto: Arquivo/Âncora1

Inovação com coração: cães ajudam na detecção precoce do câncer e inspiram nova forma de cuidar
Inovação com coração: cães ajudam na detecção precoce do câncer e inspiram nova forma de cuidar

Com olfato até 100 mil vezes mais sensível que o humano, cães estão ajudando a ciência a dar um passo inédito no diagnóstico precoce do câncer. No Brasil, o Projeto KDOG Brasil, apoiado pela Royal Canin® e conduzido pela Sociedade Franco-Brasileira de Oncologia (SFBO), vem utilizando o faro dos animais na detecção do câncer de mama, com precisão que já chega a 98%.

O método, chamado de odorologia canina, é não invasivo e não requer contato direto com pacientes. Os cães são treinados para identificar alterações mínimas em amostras de suor, reconhecendo padrões químicos específicos associados à presença de células cancerígenas. Agora, o projeto entra em sua terceira e mais importante fase científica, em que os animais começam a analisar fluidos coletados de mulheres voluntárias, um passo decisivo para validar o método.

“Chegamos à etapa principal do nosso protocolo científico. Essa fase é crucial, pois o sucesso dela confirma a validade da técnica e abre caminho para sua implantação no sistema de saúde”, explica Leandro Lopes, cinotécnico responsável pelo Projeto KDOG Brasil.

Segundo Lopes, a proposta é criar uma técnica de rastreamento simples, confiável e acessível, que funcione como triagem complementar, especialmente em regiões com pouco acesso a exames de imagem. “Todo o trabalho é pautado no bem-estar animal e segue protocolos científicos rigorosos”, reforça.

Reconhecimento e prêmios

Reconhecida internacionalmente, a iniciativa recebeu prêmios como o Lions de Ouro em Cannes e o Aspid Platino, consolidando-se como referência em inovação médica. No Brasil, o projeto também atua na formação de estudantes de Medicina Veterinária e mantém parcerias com instituições especializadas, ampliando a difusão de conhecimento sobre biodetecção.

Para Carla Pistori, diretora de Assuntos Corporativos da Royal Canin Brasil, o projeto mostra como a relação entre humanos e animais pode gerar avanços concretos em saúde pública. “Graças ao olfato dos cães, é possível acelerar o acesso aos exames e contribuir para diagnósticos mais precoces. O KDOG Brasil é um exemplo de como essa parceria pode salvar vidas”, destaca.

Impacto social

Além de sua importância científica, o projeto também tem impacto social: os cães participantes vivem em ambiente de acolhimento, recebem acompanhamento constante de veterinários e adestradores e desfrutam de qualidade de vida e bem-estar.

Os resultados promissores despertam o interesse da comunidade científica internacional e abrem espaço para novas aplicações, inclusive em outros tipos de câncer, como o de próstata, ampliando o potencial da tecnologia olfativa como aliada na medicina preventiva.

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