Variedades • 20:38h • 20 de maio de 2026
Por que sentimos tanto nervosismo antes de momentos decisivos da vida?
Expectativa pela convocação da Seleção para a Copa reacende debate sobre nervosismo diante de momentos decisivos da vida
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Textual Comunicação | Foto: Arquivo/Âncora1
A expectativa pela divulgação da lista dos 26 jogadores convocados para a Copa do Mundo de 2026, divulgada na segunda-feira (18) pelo técnico Carlo Ancelotti, reacendeu um sentimento conhecido por milhões de pessoas: a ansiedade diante de acontecimentos capazes de mudar trajetórias pessoais e profissionais.
O clima de tensão envolve jogadores, torcedores e até quem acompanha o futebol à distância. Segundo especialistas, situações de forte expectativa, mesmo quando positivas, podem provocar sintomas físicos e emocionais intensos, como insônia, taquicardia, dificuldade de concentração e tensão muscular.
Para Cristiane Marcelino, coordenadora do curso de Psicologia da Universidade São Judas, da Ânima Educação, esse tipo de reação ocorre porque o cérebro interpreta eventos decisivos como situações de alerta.
“Quando estamos diante de algo que pode transformar nossa trajetória, seja uma convocação para a Copa, uma entrevista de emprego ou um vestibular, nosso organismo entra em estado de alerta. O corpo entende aquele momento como decisivo e passa a liberar hormônios ligados ao estresse e à preparação para desafios”, explica.
O tema ganha relevância em um cenário global de crescimento dos transtornos de ansiedade. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que os transtornos ansiosos estão entre os problemas de saúde mental mais comuns do mundo, impulsionados por fatores como pressão por desempenho, excesso de estímulos e rotina acelerada.
Ansiedade nos jogos de futebol
No esporte de alto rendimento, a exposição pública amplia ainda mais a pressão emocional. Jogadores cotados para disputar sua primeira Copa do Mundo convivem com incertezas, cobranças externas e expectativas pessoais nos dias que antecedem a convocação oficial.
Segundo a especialista, a ansiedade não deve ser vista automaticamente como algo negativo. Em níveis equilibrados, ela pode funcionar como mecanismo de preparação e foco. O problema aparece quando o medo do futuro passa a dominar a rotina, prejudicando sono, alimentação, desempenho e bem-estar emocional.
Para reduzir o impacto emocional em momentos de grande expectativa, Cristiane recomenda concentrar a atenção naquilo que pode ser controlado no presente. “Existe uma expectativa desproporcional sobre o futuro e sobre aquilo que não conseguimos dominar, o que aumenta a insegurança. Nesses momentos, é fundamental manter uma rotina equilibrada, praticar atividades físicas, respeitar o descanso e evitar o bombardeio de informações”, orienta.
A psicóloga também destaca que exercícios de respiração e pausas conscientes ajudam a reduzir a sensação de sobrecarga emocional. Além dos jogadores, a ansiedade também atinge os torcedores. Nas redes sociais, especulações sobre possíveis convocados e ausências movimentam debates intensos, principalmente em torno de nomes como Neymar.
De acordo com Cristiane Marcelino, o futebol desperta emoções coletivas profundas porque está ligado a identidade, pertencimento e memória afetiva. “O torcedor cria vínculos emocionais muito fortes com a seleção. Existe uma sensação coletiva de expectativa e esperança, como se o resultado daquela convocação trouxesse um impacto direto na vida de cada um de nós”, afirma.
Para a especialista, a chamada “ansiedade pré-convocação” mostra como grandes eventos esportivos conseguem potencializar sentimentos ligados a sonho, reconhecimento e realização pessoal, tanto para atletas quanto para quem acompanha do lado de fora.
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