Variedades • 13:28h • 19 de junho de 2026
Por que o seguro pode custar mais caro para algumas pessoas? Corretor explica o que influencia no valor
Idade, histórico de sinistros, score de crédito e até estado civil estão entre os critérios utilizados pelas seguradoras na formação do preço; entenda
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Foto: Âncora1®
Quem já fez uma cotação de seguro para automóvel provavelmente percebeu que duas pessoas com veículos semelhantes podem receber propostas com valores bastante diferentes. O que muitos consumidores não sabem é que a precificação do seguro envolve uma série de análises realizadas pelas seguradoras, que vão muito além do modelo do carro ou do endereço do proprietário.
Para entender melhor como funciona esse processo, o Âncora1 conversou com o corretor de seguros Rogério Cardoso, da Inova Era, profissional que atua em Assis com seguros de automóveis, residenciais, de vida, além de financiamentos e consórcios. Segundo ele, as seguradoras utilizam diversos critérios para calcular o risco de cada cliente e, consequentemente, definir o valor da apólice.
Jovens pagam mais caro
De acordo com Rogério, a faixa etária é um dos fatores mais relevantes na composição do preço do seguro automotivo. "A faixa de risco maior é entre 18 e 26 anos. Se você está nessa faixa e é o principal condutor de um veículo, normalmente vai pagar mais caro pelo seguro", explica.
Segundo ele, as seguradoras trabalham com estatísticas de utilização e sinistralidade. Por isso, motoristas mais jovens costumam apresentar taxas mais elevadas. Após os 26 anos, existe uma tendência natural de redução dos valores, desde que outros fatores também sejam favoráveis.
"A ideia do seguro de automóvel é baseada em várias métricas. Quanto maior a sua idade, normalmente mais barato tende a ficar o seguro", afirma.
O score de crédito também influencia
Um detalhe que surpreende muitas pessoas é a relação entre o histórico financeiro e o valor do seguro. Segundo Rogério, o score de crédito é uma das variáveis consideradas pelas seguradoras na análise de risco. "Quanto maior o score de crédito, melhor tende a ser a precificação. Quando a pessoa tem restrição no nome ou um score baixo, o seguro pode ficar mais caro", explica.
Ele destaca que a análise não está relacionada apenas à situação financeira em si, mas ao comportamento de risco identificado pelas companhias.
"As seguradoras entendem que uma pessoa com dificuldades financeiras pode estar mais preocupada, mais distraída ou mais exposta a situações que aumentem a probabilidade de um sinistro", comenta.
Casado ou solteiro? Isso também faz diferença
Outro fator pouco conhecido pelo público é o estado civil. Segundo o especialista, as seguradoras identificam perfis diferentes de utilização dos veículos de acordo com o estilo de vida dos clientes.
"O estado civil influencia no valor. Uma pessoa solteira geralmente utiliza mais o carro, sai mais, tem uma rotina diferente. Por isso, normalmente a taxa de seguro pode ser maior do que para uma pessoa casada", explica.
Embora não seja um fator isolado, o dado integra o conjunto de informações utilizadas pelas seguradoras para compor a análise de risco.

O histórico do motorista pesa na renovação
Além dos dados pessoais, existe ainda um histórico interno relacionado ao uso anterior do seguro. Rogério explica que as seguradoras consultam registros nacionais de sinistros para verificar ocorrências anteriores envolvendo o cliente.
"Se você tem seguro há cinco anos e nunca precisou utilizar, normalmente sua renovação tende a ser melhor. Mas se teve um carro roubado recentemente ou acionou o seguro diversas vezes, isso influencia diretamente na nova precificação", afirma.
Segundo ele, esse histórico funciona como uma espécie de currículo do segurado. "Quando ocorre um sinistro e a seguradora precisa indenizar, essa informação passa a fazer parte do histórico do cliente. Na próxima contratação, isso pode resultar em um valor mais alto", explica.
Não existe tabela única
Para o corretor, um dos principais equívocos dos consumidores é acreditar que existe um preço padrão para determinado veículo. Na prática, cada cotação é personalizada e considera uma combinação de fatores individuais.
"São várias variáveis que a seguradora utiliza para chegar ao valor final. Idade, score de crédito, estado civil, histórico de sinistros e diversas outras informações entram nessa análise", destaca Rogério.
Por isso, duas pessoas com o mesmo carro, morando na mesma cidade, podem receber propostas bastante diferentes.
Seguro vai muito além do veículo
Com anos de atuação no setor, Rogério destaca que o papel do corretor é justamente ajudar o cliente a entender essas diferenças e encontrar a melhor proteção para cada perfil.
Rogério Cardoso, corretor de seguros na cidade de Assis/SP, proprietário da Inova Era | Foto: Âncora1
Além dos seguros de automóveis, ele também atua com seguros residenciais, seguros de vida, consórcios e financiamentos, auxiliando clientes na escolha de soluções adequadas às suas necessidades e realidade financeira.
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Telefone: (18) 99817-3030
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