Ciência e Tecnologia • 18:31h • 08 de fevereiro de 2026
Por que agentes de IA não irão substituir o Chief of Staff
Automação amplia o papel do CoS, que se torna ainda mais estratégico ao conectar tecnologia, pessoas e decisões no alto escalão das empresas
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da MakeBuzz Assessoria | Foto: Arquivo/Âncora1
A adoção acelerada de agentes de inteligência artificial no ambiente corporativo não elimina o papel do Chief of Staff (CoS), ao contrário, amplia sua relevância estratégica. A avaliação é da The Chief of Staff Association (CSA), entidade internacional que representa profissionais em 75 países e acompanha a evolução da função nas organizações. Segundo a associação, a presença crescente da IA nas rotinas executivas reforça a necessidade de um profissional capaz de integrar dados, pessoas e prioridades estratégicas.
Com agentes de IA cada vez mais presentes em atividades operacionais, analíticas e de organização da informação, o Chief of Staff passa a exercer um papel ainda mais central na governança, na articulação entre áreas e no apoio direto à liderança. A tecnologia acelera processos, mas não substitui a capacidade humana de leitura de contexto, alinhamento político e tomada de decisão estratégica.
“A inteligência artificial já é uma realidade no ambiente executivo. O diferencial competitivo não está apenas na adoção das ferramentas, mas em como elas são integradas à estratégia, à cultura e aos objetivos da empresa. Esse é justamente o espaço de atuação do Chief of Staff”, afirma Carolina Laboissière, Diretora Regional da The Chief of Staff Association para o Brasil e América do Sul.
Segundo a CSA, organizações que avançam mais rapidamente na adoção de IA tendem a valorizar ainda mais funções de coordenação estratégica e alinhamento executivo. Isso ocorre porque, à medida que a tecnologia assume tarefas operacionais, cresce a demanda por profissionais capazes de transformar informação em ação e garantir foco nas prioridades que realmente geram impacto.
“O Chief of Staff não compete com a IA, ele potencializa o uso da tecnologia. É o profissional que garante que os insights gerados por agentes de IA façam sentido dentro do contexto do negócio, das pessoas e das decisões que movem a organização”, destaca Carolina.
Quatro motivos pelos quais a IA não substitui o Chief of Staff
IA executa tarefas, o CoS define prioridades
Agentes de IA são altamente eficientes na automação de processos, organização de dados e apoio analítico. No entanto, cabe ao Chief of Staff definir o que é prioritário, alinhar expectativas entre áreas e manter a liderança focada nos objetivos estratégicos do negócio.
Tecnologia gera dados, mas decisões exigem contexto humano
A IA entrega informações e padrões, mas não compreende nuances políticas, culturais e humanas das organizações. O Chief of Staff atua justamente na leitura desse contexto, conectando dados à realidade da empresa, às pessoas envolvidas e às decisões estratégicas.
IA não substitui a articulação entre times e liderança
Um dos papéis centrais do Chief of Staff é funcionar como elo entre executivos, equipes e projetos estratégicos. Essa função exige escuta ativa, influência, negociação e construção de consenso, competências essencialmente humanas e impossíveis de automatizar.
Mais IA exige mais governança e coordenação estratégica
Com a expansão do uso de agentes de IA, cresce também a complexidade da gestão dessas ferramentas. O Chief of Staff assume papel-chave na governança do uso da tecnologia, garantindo alinhamento estratégico, ética, foco em resultados e integração com a cultura organizacional.
“Quanto mais tecnologia entra na rotina executiva, maior é a necessidade de alguém que conecte estratégia, execução e liderança. A IA acelera processos, mas o Chief of Staff direciona decisões”, conclui Carolina.
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