• Operação Carnaval prende quatro com 3,7 kg de cocaína na Raposo Tavares em Assis
  • Domingo de Carnaval em Assis terá Abre Alas com shows, DJs e atrações para crianças
  • Editorial | Quando a barbárie encontra aplauso digital e é validada nas redes sociais
Novidades e destaques Novidades e destaques

Responsabilidade Social • 10:18h • 30 de outubro de 2024

População LGBTQIA+ denuncia mais casos de violência no país

Comunicações ao Disque 100 passam de 5,7 mil até setembro

Da Redação com informações da Agência Brasil | Foto: Marcello Camargo/Arquivo/Agência Brasil

Segundo o Observatório Nacional dos Direitos Humanos (ObservaDH), também do MDHC, 11.120 pessoas LGBTQIA+ foram vítimas de algum tipo de agressão em função da orientação sexual ou da identidade de gênero em 2022.
Segundo o Observatório Nacional dos Direitos Humanos (ObservaDH), também do MDHC, 11.120 pessoas LGBTQIA+ foram vítimas de algum tipo de agressão em função da orientação sexual ou da identidade de gênero em 2022.

O volume de denúncias de casos de LGBTQIA+fobia saltou nos últimos anos. Segundo dados do Disque 100, serviço do Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania (MDHC), que documenta violações de direitos humanos, 5.741 casos foram registrados até setembro deste ano. No ano anterior, foram feitas 6.070 denúncias, 2.122 a mais que em 2022 (3.948).

Boa parte dos registros de violência foi feita por homens gays, embora pessoas transexuais e travestis tenham sido as principais vítimas de agressão.

“Este não é um dado novo. Quando olhamos, por exemplo, a Pesquisa Nacional de Saúde [PNS] de 2019, já tínhamos uma prevalência de violência contra a população LGBTQIA+, sobretudo contra as mulheres”, afirma o professor do Departamento de Enfermagem de Saúde Pública da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) Ricardo de Mattos Russo.

Para Russo, o aumento do número de denúncias pode ser explicado pela postura mais afirmativa das pessoas LGBTQIA+ e pelo reconhecimento das violações de direitos enfrentadas. “Estamos vivendo um momento político em que existe o confronto entre a prática de resistência de alguns grupos, com suas identidades, contra aquilo que chamamos de sociedade tradicional. Este é um ponto crucial, inclusive que estimula a política de ódio no Brasil.”

Quanto ao perfil dos denunciantes, homens gays e brancos entre 20 e 40 anos são responsáveis pela maioria dos registros de LGBTQIA+fobia. Na avaliação da professora do Departamento de Direito Privado da UFF Carla Appollinário de Castro, a predominância desse grupo ocorre porque são estas as pessoas compreendidas como sujeitos de direitos. “A maioria das vítimas de violência no Brasil, de acordo com outros relatórios, são mulheres trans e travestis, mas, normalmente, essas pessoas não se veem no lugar de cidadãs que podem reivindicar os seus direitos, porque já estão habituadas a uma vida de exclusão e opressão”, diz.

Números

Em 2022, segundo o Observatório Nacional dos Direitos Humanos (ObservaDH), 11.120 pessoas LGBTQIA+ sofreram agressões motivadas por orientação sexual ou identidade de gênero. Pessoas trans e travestis foram as mais afetadas (38,5%). A violência incluiu agressões físicas, psicológicas e sexuais, muitas vezes impulsionadas por intolerância e discriminação. Em 30% dos casos, o agressor era alguém próximo, como familiares ou ex-parceiros.

O Dossiê da Antra revelou que 145 pessoas trans foram assassinadas, a maioria mulheres negras, jovens, das periferias. Esses homicídios, em muitos casos, envolvem extrema violência e crueldade, e 57% das vítimas eram profissionais do sexo, refletindo a falta de oportunidades e a marginalização social. O diretor da Aliança Nacional LGBTI+, Cláudio Nascimento, enfatiza a importância da interseccionalidade, pois fatores como raça, classe social e território agravam a discriminação.

Lei

Ariela, uma mulher trans, sofreu um episódio grave de violência física, o que trouxe à tona as dificuldades enfrentadas pela comunidade LGBTQIA+ no Brasil, que ainda lidera nas taxas de violência contra essa população. Após denunciar o ataque, Ariela relata a lentidão e descaso da Justiça, que, para ela, representa outra forma de violência. Ela ressalta a importância de manter o caso ativo para chamar atenção às violações de direitos.

Desde 2019, o STF equipara LGBTQIA+fobia ao racismo, tornando-a crime imprescritível e inafiançável. Em 2023, ofensas contra a comunidade foram classificadas como injúria racial, endurecendo a legislação. Especialistas defendem que, além das medidas punitivas, é preciso uma abordagem educacional para promover o respeito à diversidade de gênero e orientação sexual.

Ariela destaca o impacto psicológico da LGBTQIA+fobia, que aumenta a vulnerabilidade e gera insegurança diária. Mesmo enfrentando medo constante, ela luta por direitos humanos e possui medidas cautelares da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) para proteger sua integridade. Em 2022, a CIDH determinou proteção a ela e à vereadora Benny Briolly, reconhecendo o risco à vida que enfrentam.

Últimas Notícias

Descrição da imagem

Gastronomia & Turismo • 16:12h • 15 de fevereiro de 2026

Salvador no Verão: onde o sol encontra a história e o axé

Praias, cultura vibrante, sabores marcantes e experiências únicas na capital baiana agitam a estação mais quente do ano

Descrição da imagem

Saúde • 15:50h • 15 de fevereiro de 2026

Mounjaro melhora o sono? Entenda a relação entre perda de peso e apneia

Especialista alerta que medicamento com tirzepatida pode auxiliar no emagrecimento, mas não substitui tratamento específico para distúrbios do sono

Descrição da imagem

Saúde • 15:10h • 15 de fevereiro de 2026

Verão exige atenção redobrada com a saúde das crianças

Especialista alerta para risco de dengue, vírus respiratórios, queda na vacinação e aumento de acidentes

Descrição da imagem

Gastronomia & Turismo • 14:20h • 15 de fevereiro de 2026

Novas uvas brasileiras prometem vinhos mais intensos e coloridos

Embrapa lança as cultivares BRS Lis e BRS Antonella, desenvolvidas para elevar a qualidade e a eficiência na produção de vinhos de mesa e sucos no Brasil

Descrição da imagem

Saúde • 14:00h • 15 de fevereiro de 2026

Sexo com dor: entenda causas, sinais de alerta e quando buscar tratamento

Especialista afirma que condições como vaginismo e dispareunia têm diagnóstico e abordagem específica, e não devem ser normalizadas

Descrição da imagem

Variedades • 13:41h • 15 de fevereiro de 2026

Mullet e franja solta ganham força entre cortes masculinos no Carnaval 2026

Tendências apostam em movimento natural e reforçam cuidados com os fios antes e depois da folia

Descrição da imagem

Saúde • 13:04h • 15 de fevereiro de 2026

Governo de SP alerta para prevenção de intoxicações por metanol no Carnaval

Durante a folia, Estado intensifica ações da vigilância e fiscalização relacionadas à intoxicação e à venda de bebidas alcoólicas para menores

Descrição da imagem

Saúde • 12:29h • 15 de fevereiro de 2026

Anvisa indica vacina contra o HPV para prevenir mais tipos de câncer

Neoplasias de orofaringe, cabeça e pescoço também foram incluídas

As mais lidas

Ciência e Tecnologia

Paralisação completa do 3I/Atlas intriga cientistas e realinhamento aponta para novo comportamento

Registros confirmados por observatórios independentes em três continentes mostram desaceleração em microetapas, parada total e ajuste direcional incomum, ampliando questionamentos sobre a natureza do visitante interestelar