Saúde • 13:10h • 23 de fevereiro de 2026
Plano de saúde mais barato pode sair caro: escolha exige atenção a contrato e cobertura
Com 51 milhões de beneficiários no país, setor vive fase de reajustes e redes mais restritas, o que exige análise detalhada antes da contratação
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Lara Assessoria | Foto: Arquivo/Âncora1
Escolher um plano de saúde no Brasil, em janeiro de 2026, exige mais do que comparar mensalidades. Em um cenário de custos assistenciais elevados, redes credenciadas mais segmentadas e contratos mais complexos, especialistas alertam que o preço mais baixo pode esconder limitações que afetam o acesso ao atendimento e a qualidade de vida. Dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar, ANS, indicam que o setor atende cerca de 51 milhões de beneficiários, número estável após anos de crescimento irregular e cancelamentos motivados por reajustes acima da renda das famílias.
Segundo Leandro Lago, especialista em proteção de riscos financeiros e proprietário do Grupo Futuro, parte das frustrações dos usuários ocorre quando a decisão é baseada apenas no valor da mensalidade. Ele afirma que limitações de rede, coparticipações elevadas e cláusulas contratuais pouco compreendidas podem restringir o uso do plano justamente no momento em que o atendimento é necessário.
Nos últimos anos, mudanças regulatórias e econômicas alteraram a dinâmica do setor. Operadoras ampliaram modelos com coparticipação e franquias para conter despesas, reduziram redes credenciadas em determinadas regiões e ajustaram políticas de reembolso. Relatórios da ANS apontam que a sinistralidade permanece elevada, pressionando reajustes e incentivando contratos mais rígidos. Para o consumidor, isso significa analisar não apenas a lista de hospitais e laboratórios, mas também prazos de carência, regras de reembolso e exclusões previstas em contrato.
O impacto da escolha repercute diretamente no orçamento familiar. Pesquisa do IBGE mostra que os gastos com saúde estão entre as principais despesas fixas dos domicílios brasileiros, especialmente entre famílias com idosos ou crianças. Quando o plano não atende às necessidades reais, a família pode arcar com a mensalidade e, ainda assim, recorrer a atendimento particular, elevando o custo total.
No ambiente corporativo, o plano de saúde empresarial ganhou relevância como ferramenta de retenção de talentos. Em um mercado de trabalho mais competitivo, o benefício passou a influenciar decisões de contratação e permanência. Ao mesmo tempo, empresas buscam equilibrar sustentabilidade financeira e satisfação dos colaboradores, avaliando formatos flexíveis e estratégias de comunicação para reduzir conflitos e melhorar a percepção de valor.
A recomendação de especialistas é comparar contratos, verificar o histórico da operadora e avaliar o perfil de uso da família ou da empresa antes de assinar. Em um contexto de sistema público sobrecarregado e saúde suplementar mais seletiva, compreender as regras do contrato tornou-se parte central do planejamento financeiro e do cuidado com a saúde.
Aviso legal
Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução, integral ou parcial, do conteúdo textual e das imagens deste site. Para mais informações sobre licenciamento de conteúdo, entre em contato conosco.
Últimas Notícias
As mais lidas
Ciência e Tecnologia
Paralisação completa do 3I/Atlas intriga cientistas e realinhamento aponta para novo comportamento
Registros confirmados por observatórios independentes em três continentes mostram desaceleração em microetapas, parada total e ajuste direcional incomum, ampliando questionamentos sobre a natureza do visitante interestelar
Ciência e Tecnologia
3I/ATLAS surpreende e se aproxima da esfera de Hill de Júpiter com precisão inédita