• FEMA abre Ciclo de Carreiras Jurídicas 2026 com juiz da 1ª Vara Cível de Assis
  • Assis divulga programação oficial do Carnassis 2026 com quatro dias de festa
  • FCL-Assis oferecerá bacharelado inédito no Brasil com estudos na China e 40 vagas em 2026
Novidades e destaques Novidades e destaques

Variedades • 12:35h • 06 de março de 2025

Pesquisadores usam coco babaçu para criar alimento similar a hambúrguer

Inovação Sustentável: O Babaçu como Alternativa Nutritiva e de Valorização Sociocultural

Da Redação com informações da Embrapa | Foto: Flavia Bessa

O hambúrguer de babaçu agrega nutrição, saúde, segurança alimentar e valorização da cultura regional
O hambúrguer de babaçu agrega nutrição, saúde, segurança alimentar e valorização da cultura regional

A combinação entre conhecimentos científicos e saberes tradicionais na Amazônia Maranhense resultou no desenvolvimento de dois novos produtos à base de plantas: um hambúrguer vegetal de babaçu e uma farinha de amêndoas. Além de promoverem nutrição, saúde e sustentabilidade, esses produtos atendem à crescente demanda por alimentos naturais e ricos em proteína no Brasil. Criados em parceria entre cientistas e quebradeiras de coco, os lançamentos refletem inovação tecnológica e social. Essa colaboração já havia gerado outras inovações, como biscoitos, bebidas e um análogo de queijo, todos derivados do babaçu.

O desenvolvimento desses coprodutos contou com a participação de mulheres de cooperativas e associações comunitárias de Itapecuru-Mirim, Anajatuba e Chapadinha (MA), além de pesquisadores da Embrapa, UFMA, UFC e outras instituições, com apoio da Rede ILPF e financiamento da Agência Alemã de Cooperação Internacional (GIZ). O objetivo foi valorizar o trabalho das quebradeiras de coco e ampliar as aplicações do babaçu para atender nichos de mercado. Um dos destaques foi a transformação do bagaço da amêndoa – antes descartado como resíduo – em farinha, utilizada na formulação do hambúrguer e incorporada a biscoitos, pães, bolos e sorvetes, agregando valor ao produto e impulsionando a economia local.


A pesquisadora Guilhermina Cayres, líder do projeto, destacou que os novos alimentos foram desenvolvidos considerando as condições das agroindústrias comunitárias e as práticas das quebradeiras de coco. O processo incluiu melhorias na segurança alimentar e a adaptação do produto às preferências do mercado. “Nosso objetivo foi unir conhecimento técnico e tradicional para agregar valor à produção artesanal e ocupar nichos específicos, como o de alimentos associados à identidade sociocultural e dietas restritivas, como as sem glúten e lactose”, explica.

Hambúrguer de babaçu: inovação e sustentabilidade

O professor Harvey Villa, da UFMA, explicou que o desenvolvimento do hambúrguer seguiu uma abordagem inovadora: em vez de partir do laboratório, iniciou-se com a avaliação das condições locais e do potencial das matérias-primas disponíveis. O resíduo do processo de extração do óleo da amêndoa, antes utilizado como ração animal, foi reaproveitado como farinha, tornando-se a base do hambúrguer.

A formulação final do hambúrguer incluiu a casca da banana como agente estruturante, garantindo sabor e maciez ao fritar, além de farinha de arroz para dar liga e temperos para aprimorar o sabor. O resultado foi um produto vegano, sem conservantes, com validade de até seis meses congelado e um teor proteico de 13,17% a cada 100g, adequado para dietas equilibradas.

A nutricionista Yuko Ono, da UFMA, destacou que a casca da banana traz benefícios adicionais, pois contém fibras, vitaminas e minerais que auxiliam na saúde intestinal e na prevenção de doenças. A escolha desse ingrediente se deu por sua maior disponibilidade ao longo do ano, tornando-o a opção preferida entre as quebradeiras de coco e os pesquisadores.

Jefferson Marinho, bolsista do projeto, relembra o processo: “Nosso objetivo era criar um hambúrguer com características organolépticas semelhantes à carne, utilizando ingredientes nutritivos e sustentáveis, como a farinha da amêndoa do babaçu.”

Rosângela Lica, da Cooperativa Coomavi, ressalta a importância dessa descoberta: “Antes, usávamos o bagaço do óleo apenas como ração animal. Aprendemos a processá-lo e transformá-lo em uma farinha de alta qualidade, que substitui o coco ralado e confere crocância aos produtos.”

Aceitação do mercado e impacto socioeconômico

Os novos produtos foram submetidos a testes sensoriais e nutricionais, garantindo qualidade, segurança alimentar e padronização. A engenheira de alimentos Glória Bandeira, da UFMA, explicou que essa etapa é essencial para validar o sabor, textura e aparência dos alimentos, além de assegurar sua viabilidade comercial.

Os testes incluíram análises físico-químicas, microbiológicas e de vida útil. Alunos do IEMA Gastronomia participaram da degustação e aprovaram os produtos, que agora estão prontos para comercialização.

Para o professor Paulo Sousa, da UFC, a avaliação sensorial foi essencial para medir a aceitação do público e realizar ajustes antes do lançamento no mercado. Com essa abordagem inovadora, os alimentos à base de babaçu se consolidam como uma alternativa nutritiva e sustentável, valorizando os saberes tradicionais e promovendo inclusão produtiva na região.

















Últimas Notícias

Descrição da imagem

Mundo • 09:26h • 12 de fevereiro de 2026

Postos do Poupatempo estarão fechados durante o Carnaval

Atendimentos presenciais serão retomados na Quarta-feira de Cinzas (18), a partir das 12h

Descrição da imagem

Saúde • 09:04h • 12 de fevereiro de 2026

Efeito sanfona afeta metabolismo e reduz gasto energético em mulheres

Pesquisa da Unicamp envolveu 121 mulheres entre 20 e 41 anos, com diferentes faixas de índice de massa corporal (IMC)

Descrição da imagem

Mundo • 08:43h • 12 de fevereiro de 2026

Denúncias de crimes cibernéticos crescem 28% em 2025, mostra Safernet

Dados são divulgados para marcar o Dia da Internet Segura

Descrição da imagem

Responsabilidade Social • 08:22h • 12 de fevereiro de 2026

Governo de SP e Sabesp analisam tecnologias na Europa para enfrentar a escassez hídrica

Objetivo é aprofundar o conhecimento sobre sistemas e tecnologias disponíveis para a reciclagem de águas residuais, que são opção para reforçar resiliência hídrica em São Paulo no médio e longo prazo

Descrição da imagem

Saúde • 08:01h • 12 de fevereiro de 2026

Homens têm maior risco de doenças cardíacas a partir dos 35 anos

Estudo que acompanhou adultos por mais de 30 anos mostra que a diferença entre homens e mulheres surge na quarta década da vida, principalmente por causa da doença coronariana

Descrição da imagem

Educação • 07:32h • 12 de fevereiro de 2026

FEMA abre Ciclo de Carreiras Jurídicas 2026 com juiz da 1ª Vara Cível de Assis

Encontro no Anfiteatro do Bloco B reuniu estudantes e comunidade externa para debater magistratura e desafios da formação em Direito

Descrição da imagem

Cultura e Entretenimento • 22:01h • 11 de fevereiro de 2026

Entre assédio, empurrão e chacoalhão, BBB 26 vive edição no limite

Em menos de um mês, três participantes deixaram o programa fora do paredão e reacendem debate sobre contato físico, assédio e violência emocional no reality

Descrição da imagem

Variedades • 21:16h • 11 de fevereiro de 2026

Quanto tempo ainda resta ao Facebook? O envelhecimento da rede e de seus usuários

Plataforma segue relevante em cidades do interior e entre idosos, mas enfrenta um desafio estrutural para dialogar com novas gerações

As mais lidas

Ciência e Tecnologia

Paralisação completa do 3I/Atlas intriga cientistas e realinhamento aponta para novo comportamento

Registros confirmados por observatórios independentes em três continentes mostram desaceleração em microetapas, parada total e ajuste direcional incomum, ampliando questionamentos sobre a natureza do visitante interestelar