• Procon-SP encontra irregularidades em lojas de material escolar em Marília, Prudente, Rancharia e Avaré
  • Vivo abre 100 vagas técnicas em Marília, Bauru, Ourinhos, Presidente Prudente e outras cidades de SP
  • Assis terá nova turma do CVV para formação de voluntários em apoio emocional
Novidades e destaques Novidades e destaques

Variedades • 12:35h • 06 de março de 2025

Pesquisadores usam coco babaçu para criar alimento similar a hambúrguer

Inovação Sustentável: O Babaçu como Alternativa Nutritiva e de Valorização Sociocultural

Da Redação com informações da Embrapa | Foto: Flavia Bessa

O hambúrguer de babaçu agrega nutrição, saúde, segurança alimentar e valorização da cultura regional
O hambúrguer de babaçu agrega nutrição, saúde, segurança alimentar e valorização da cultura regional

A combinação entre conhecimentos científicos e saberes tradicionais na Amazônia Maranhense resultou no desenvolvimento de dois novos produtos à base de plantas: um hambúrguer vegetal de babaçu e uma farinha de amêndoas. Além de promoverem nutrição, saúde e sustentabilidade, esses produtos atendem à crescente demanda por alimentos naturais e ricos em proteína no Brasil. Criados em parceria entre cientistas e quebradeiras de coco, os lançamentos refletem inovação tecnológica e social. Essa colaboração já havia gerado outras inovações, como biscoitos, bebidas e um análogo de queijo, todos derivados do babaçu.

O desenvolvimento desses coprodutos contou com a participação de mulheres de cooperativas e associações comunitárias de Itapecuru-Mirim, Anajatuba e Chapadinha (MA), além de pesquisadores da Embrapa, UFMA, UFC e outras instituições, com apoio da Rede ILPF e financiamento da Agência Alemã de Cooperação Internacional (GIZ). O objetivo foi valorizar o trabalho das quebradeiras de coco e ampliar as aplicações do babaçu para atender nichos de mercado. Um dos destaques foi a transformação do bagaço da amêndoa – antes descartado como resíduo – em farinha, utilizada na formulação do hambúrguer e incorporada a biscoitos, pães, bolos e sorvetes, agregando valor ao produto e impulsionando a economia local.


A pesquisadora Guilhermina Cayres, líder do projeto, destacou que os novos alimentos foram desenvolvidos considerando as condições das agroindústrias comunitárias e as práticas das quebradeiras de coco. O processo incluiu melhorias na segurança alimentar e a adaptação do produto às preferências do mercado. “Nosso objetivo foi unir conhecimento técnico e tradicional para agregar valor à produção artesanal e ocupar nichos específicos, como o de alimentos associados à identidade sociocultural e dietas restritivas, como as sem glúten e lactose”, explica.

Hambúrguer de babaçu: inovação e sustentabilidade

O professor Harvey Villa, da UFMA, explicou que o desenvolvimento do hambúrguer seguiu uma abordagem inovadora: em vez de partir do laboratório, iniciou-se com a avaliação das condições locais e do potencial das matérias-primas disponíveis. O resíduo do processo de extração do óleo da amêndoa, antes utilizado como ração animal, foi reaproveitado como farinha, tornando-se a base do hambúrguer.

A formulação final do hambúrguer incluiu a casca da banana como agente estruturante, garantindo sabor e maciez ao fritar, além de farinha de arroz para dar liga e temperos para aprimorar o sabor. O resultado foi um produto vegano, sem conservantes, com validade de até seis meses congelado e um teor proteico de 13,17% a cada 100g, adequado para dietas equilibradas.

A nutricionista Yuko Ono, da UFMA, destacou que a casca da banana traz benefícios adicionais, pois contém fibras, vitaminas e minerais que auxiliam na saúde intestinal e na prevenção de doenças. A escolha desse ingrediente se deu por sua maior disponibilidade ao longo do ano, tornando-o a opção preferida entre as quebradeiras de coco e os pesquisadores.

Jefferson Marinho, bolsista do projeto, relembra o processo: “Nosso objetivo era criar um hambúrguer com características organolépticas semelhantes à carne, utilizando ingredientes nutritivos e sustentáveis, como a farinha da amêndoa do babaçu.”

Rosângela Lica, da Cooperativa Coomavi, ressalta a importância dessa descoberta: “Antes, usávamos o bagaço do óleo apenas como ração animal. Aprendemos a processá-lo e transformá-lo em uma farinha de alta qualidade, que substitui o coco ralado e confere crocância aos produtos.”

Aceitação do mercado e impacto socioeconômico

Os novos produtos foram submetidos a testes sensoriais e nutricionais, garantindo qualidade, segurança alimentar e padronização. A engenheira de alimentos Glória Bandeira, da UFMA, explicou que essa etapa é essencial para validar o sabor, textura e aparência dos alimentos, além de assegurar sua viabilidade comercial.

Os testes incluíram análises físico-químicas, microbiológicas e de vida útil. Alunos do IEMA Gastronomia participaram da degustação e aprovaram os produtos, que agora estão prontos para comercialização.

Para o professor Paulo Sousa, da UFC, a avaliação sensorial foi essencial para medir a aceitação do público e realizar ajustes antes do lançamento no mercado. Com essa abordagem inovadora, os alimentos à base de babaçu se consolidam como uma alternativa nutritiva e sustentável, valorizando os saberes tradicionais e promovendo inclusão produtiva na região.

















Últimas Notícias

Descrição da imagem

Responsabilidade Social • 15:37h • 07 de fevereiro de 2026

Saúde gastrointestinal é chave para o bem-estar de cães e gatos

Alterações gastrointestinais lideram atendimentos veterinários e reforçam a importância da nutrição como suporte ao acompanhamento clínico

Descrição da imagem

Variedades • 15:08h • 07 de fevereiro de 2026

Quanto choveu? Simepar explica como funcionam os pluviômetros

O Simepar possui hoje mais de 140 pluviômetros próprios espalhados pelo Paraná. Alguns operam sozinhos, outros em conjunto com mais equipamentos de monitoramento ambiental, em estações meteorológicas ou hidrológicas

Descrição da imagem

Saúde • 14:46h • 07 de fevereiro de 2026

Brasil pode chegar a 1,8 milhão de casos prováveis de dengue até 2026, aponta estudo

Projeção de pesquisa internacional acende alerta para sinais menos conhecidos da doença, incluindo manifestações na cavidade oral, que podem indicar agravamento do quadro

Descrição da imagem

Educação • 14:14h • 07 de fevereiro de 2026

Qualifica SP abre 5 mil vagas em curso gratuito de empreendedorismo feminino pelo WhatsApp

Iniciativa é voltada para mulheres que desejam iniciar ou fortalecer seus negócios

Descrição da imagem

Saúde • 13:42h • 07 de fevereiro de 2026

Ansiedade e esgotamento impulsionam busca por autoterapia no início de 2026

Alta nos índices de ansiedade e burnout no Brasil amplia interesse por métodos de autorregulação emocional e reprogramação mental voltados a trabalho, dinheiro e relacionamentos

Descrição da imagem

Saúde • 13:09h • 07 de fevereiro de 2026

Doenças causadas por alimentos estão ligadas a hábitos em casa, aponta estudo

Resultados indicam que pequenas atitudes do dia a dia podem favorecer a contaminação e, consequentemente, o adoecimento, quando a higiene na manipulação e no armazenamento dos alimentos não é adequada

Descrição da imagem

Economia • 12:48h • 07 de fevereiro de 2026

Procon-SP encontra irregularidades em lojas de material escolar em Marília, Prudente, Rancharia e Avaré

Operação Volta às Aulas fiscaliza mais de 400 estabelecimentos em 25 municípios paulistas

Descrição da imagem

Responsabilidade Social • 12:25h • 07 de fevereiro de 2026

Ranking Caramelo: pesquisa da Fatec aponta distritos com melhor qualidade de vida para cães em SP

Professor da Fatec Sebrae cruzou informações sobre pet shops, clínicas e hospitais veterinários e áreas verdes da cidade de São Paulo

As mais lidas

Ciência e Tecnologia

Paralisação completa do 3I/Atlas intriga cientistas e realinhamento aponta para novo comportamento

Registros confirmados por observatórios independentes em três continentes mostram desaceleração em microetapas, parada total e ajuste direcional incomum, ampliando questionamentos sobre a natureza do visitante interestelar